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Maioria das vendas da Nintendo agora são digitais

Ao divulgar o relatório financeiro do último trimestre, Nintendo revela que pela primeira vez as vendas digitais de seus jogos superaram as físicas

07/08/2020 às 12:15

Algumas pessoas gostam de brincar dizendo que a Nintendo ainda não entendeu a internet, mas seja por esforço próprio, seja pelas condições impostas pelo cenário atual (mercado, pandemia, etc), o fato é que hoje a empresa pode dizer que a maior parte das vendas de jogos para suas plataformas acontecem de maneira digital.

Nintendo Switch

A confirmação de que o jogo mudou para a BigN foi feita através da divulgação do último relatório financeiro da empresa, referente ao primeiro trimestre do atual ano financeiro, que começou em abril passado. De acordo com o documento divulgado por eles, 55,6% das vendas neste período aconteceram de forma digital, mas vale notar que o número leva em consideração também o serviço de assinaturas online da empresa.

Porém, o que mais chama atenção nos dados é sabermos como as vendas digitais tem crescido lá pelos lados da Nintendo, pois no trimestre anterior elas respondiam por 48,5% do total e no anterior a ele, apenas 22,3%. Além disso, 67,7% da receita das vendas digitais foram referentes a jogos que também estão disponíveis fisicamente.

Entre os títulos que registraram os maiores aumentos nas vendas digitais, temos o extremamente popular Animal Crossing: New Horizons e o Clubhouse Games: 51 Worldwide Classics, uma coletânea que traz diversos jogos de tabuleiro, cartas e brinquedos em geral.

No entanto, este aumento nas vendas digitais não é exclusividade da Nintendo. Nos últimos meses diversas editoras — entre elas Take-Two, Sony e EA — revelaram ter vendido mais jogos digitalmente do que em suas versões físicas, o que pode ser consequência da maneira como o coronavírus tem mudado o planeta.

E como bem disse o analista Daniel Ahmad, se neste fim da atual geração estamos vendo mais da metade das vendas de jogos acontecerem de maneira digital, no início dela esse número ficava entre apenas 5% e 10%, uma mudança bem grande e que na minha opinião, explica porque a Sony já anunciou uma versão do PlayStation 5 que virá sem leitor de discos.

Enquanto isso, no Brasil…

Mas se lá fora a Nintendo viu um aumento significativo nas vendas digitais, por aqui os donos de um Switch receberam um grande motivo para não adquirir seus jogos pelo eShop. Isso porque desde a terça-feira (04) desta semana, tanto o Paper Mario: The Origami King quanto o Clubhouse Games: 51 Worldwide Classics tiveram seus preço aumentados. No caso do RPG do encanador, o novo valor passou a ser de salgados R$ 299 (quase R$ 50 a mais), enquanto o outro saltou de R$ 167,19 para R$ 199.

Ao serem questionados sobre a mudança pelo pessoal do site The Enemy, a Nintendo limitou-se a dizer que "há muitos diferentes fatores que são únicos para cada país. Buscamos constantemente encontrar um preço competitivo que reflita as flutuações de valor da moeda e atenda às regulamentações locais".

O pior é pensar que, por mais absurdo que seja pagar quase R$ 300 em um jogo, o valor ainda estaria abaixo do que deveria se fizermos uma conversão direta do dólar. Vale lembrar que nos Estados Unidos um lançamento é vendido por US$ 60, o que na cotação de hoje daria cerca de R$ 326.

Pois é meus amigos, se gostar de videogames no Brasil nunca foi algo fácil, a situação só tem piorado nos últimos meses e a chegada da nova geração — com seus consoles vendidos por pequenas fortunas e lançamentos ficando mais caros — infelizmente não deverá melhorar o que já anda bem ruim.

Fonte: Video Games Chronicle.

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