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Notebook Dell G5 5590: sem ray tracing? Sem problema — Review

Mesmo sem ter suporte a ray tracing, o notebook Dell G5 5590 é capaz de rodar a maioria dos jogos atuais com boa taxa de quadros

13 semanas atrás

O Dell G5 5590 é a versão 2020 do notebook gamer de entrada da companhia, que traz como novidade a GPU GeForce GTX 1660 Ti da nVidia, com 6 GB de RAM GDDR6; este é o último modelo antes da linha RTX e por causa disso este aparelho, que custa a partir de R$ 8.558, não é capaz de renderizar gráficos com ray tracing (reflexos em tempo real).

Ainda assim, o Dell G5 5590 apresentou uma performance muito boa com a maioria dos jogos mais populares, com desempenho equilibrado; seu calcanhar de Aquiles é a concorrência, que oferece notebooks com mais recursos por valores menores.

Dell G5 5590

Créditos: Ronaldo Gogoni / Meio Bit

Afinal, o Dell G5 5590 vale o que custa? Eu o testei por um mês e conto o que achei dele a seguir.

Nota de transparência

Desde 2004, o Meio Bit sempre publicou análises opinativas com o intuito de ajudar os leitores a tomarem sua própria decisão de compra, seja de um gadget, um game ou um serviço/software/app.

Nós sempre fomos francos em nossas opiniões e destacamos pontos positivos e negativos dos produtos de igual maneira, não importando a natureza dos mesmos, como forma de manter a integridade e transparência do site.

Dessa forma, ninguém externo à redação do Meio Bit teve acesso a este texto de forma antecipada, bem como não houve qualquer tipo de interferência ou direcionamento da Dell, ou de terceiros, em relação ao seu conteúdo.

O notebook Dell G5 5590 foi fornecido pela Dell em caráter de empréstimo e será devolvido à empresa.

Design e portas

A Dell e outros fabricantes perceberam que seus notebooks gamer são procurados também por outros perfis de consumidores, como profissionais de áudio e vídeo, e estes não gostam do visual cheio de "geri-geris" da categoria, com LEDs e ângulos estilosos.

O G5 5590 é mais um modelo que segue a linha de notebook sóbrio por fora, com corpo em plástico fosco preto e o logo da Dell na tampa em azul escuro sólido; as luzes vem apenas do teclado, o que ajuda na discrição.

Olhando de longe, o Dell G5 5590 se passa perfeitamente por um notebook corporativo, se aproximando da linha Latitude.

Dell G5 5590

Créditos: Ronaldo Gogoni / Meio Bit

As evidências de um notebook gamer aparecem em primeiro lugar nas portas, que são várias: temos quatro USB 3.1, sendo uma Type-C e três Type-A tradicionais, uma HDMI 2.0, uma Mini DisplayPort, um leitor de cartões e uma Ethernet, com algumas posicionadas na traseira.

A conexão de fonte, assim como a porta de rede e a trava de segurança Kensington, entre outras conexões, ficam todas atrás, um detalhe herdado da linha gamer Alienware, de alta performance.

Dell G5 5590

Créditos: Ronaldo Gogoni / Meio Bit

Dell G5 5590

Créditos: Ronaldo Gogoni / Meio Bit

Nas laterais você terá duas USB-A (uma de cada lado), a USB-C, o leitor de cartões e a porta P2 para fone de ouvido/microfone, o que ajuda a diminuir a bagunça dos cabos.

O design alto, com mais de 2 cm de altura pode parecer muito, mas permitiu a inclusão de um excelente sistema de refrigeração, que ajuda a manter as temperaturas bem controladas, mas como nem tudo é perfeito, o controlador das ventoinhas é meio maluco. Nos testes, ele tendia a aciona-las em potência máxima mesmo com pouco consumo de recursos, e ficava ligando e desligando as fans de modo constante.

É algo que a Dell precisa ajustar na próxima geração.

Tela e som

A tela não tem nada demais: trata-se de um display LCD IPS de 15,6 polegadas com resolução Full HD e taxa de atualização de 60 Hz, com boa definição de cores e ajustes de brilho e contraste.

Como a GTX 1660 Ti não é capaz de reproduzir gráficos com ray tracing, não fazia sentido instalar uma tela de 144 Hz que seria subutilizada; por outro lado, a saída HDMI 2.0 suporta gráficos 4K em monitores e TVs compatíveis.

Dell G5 5590

Créditos: Ronaldo Gogoni / Meio Bit

O som, por sua vez é bem meh: ainda que os alto-falantes sejam posicionados para a frente e usem as saídas do design de grelha (diferente de modelos do passado que direcionavam o som para baixo), o som possui distorções nos médios e não há graves.

Logo, prefira usar fones de ouvido ou caixas de som Bluetooth.

Teclado e touchpad

O teclado do Dell G5 5590 é completo, com teclas numéricas e vem no padrão internacional (US), com um design mais discreto e simples. As teclas chiclete são bem espaçadas e a experiência de uso é bem confortável.

Por padrão, a retroiluminação usa cores diversas, mas você pode configurar através de um software proprietário da Dell para tons mais simples, como branco, ou desligar os LEDs de vez.

Dell G5 5590

Créditos: Ronaldo Gogoni / Meio Bit

O touchpad é grande, sólido e bem sensível, responde bem aos movimentos dos dedos e é uma solução suficiente para quem não depende de precisão absoluta, casos em que um mouse dedicado ainda é essencial, como em alguns games.

A única coisa que me incomodou foi o fato do touchpad não ser centralizado em relação ao corpo do notebook, mas isso é um detalhe menor.

Software, desempenho e autonomia

Processador i7-9750H, Intel Core hexa-core de 9ª geração, GPU nVidia GTX 1660 Ti com 6 GB de RAM GDDR6 e 16 GB de RAM DDR4. É um bom conjunto a princípio, mas há alguns detalhes a serem considerados.

O modelo testado faz parte da primeira leva de notebooks que a Dell comercializou, por isso ele trazia um SSD NVMe M.2 de 128 GB para o sistema e um HD SATA de 1 TB para dados, configuração esta a original de entrada do G5 5590 e convenhamos, um kit de armazenamento bem fraquinho.

A Dell posteriormente corrigiu o vacilo e hoje oferece o notebook com um SSD NVMe M.2 de 512 GB desde o início; você pode usar a baia SATA III livre para instalar outro SSD, se desejar.

Desempenho do Dell G5 5590 no Geekbench 4.4.3

Pontuação do Dell G5 5590 no Geekbench 4.4.3 (Créditos: Ronaldo Gogoni / Meio Bit)

Outro ponto a levar em conta: embora ele use o mesmo processador presente no Samsung Odyssey 2 e no Avell G1550 RTX, o desempenho no Geekbench em single core ficou bem atrás de ambos (4.777 pontos contra 5.258 e 5.087, respectivamente); no multi-core o Dell G5 5590 superou o modelo da Avell, mas perdeu do da Samsung.

Mas como o que interessa é o desempenho em jogos, saiba que ele se saiu muito bem. Em Battlefield 1 ele segurou 85 fps no Ultra, e The Witcher III: Wild Hunt rodou a 60 fps com gráficos no máximo; GTA 5, por sua vez oscilou entre 40 e 60 fps, atingindo uma média de 52 fps com tudo no talo.

Em games mais simples como Fortnite, River City Girls e Spiritfarer, o aparelho nem suou; assim, para quem não está tão preocupado com ray tracing, o Dell G5 5590 segura bem a bronca.

A bateira de 4 células e 60 Wh é suficiente para trabalhos rápidos, como todo notebook gamer, e não resiste a muito tempo longe de uma tomada: em meus testes, ela foi de 100% a 12% após 2 horas de Netflix e 90 minutos de Deezer, no Wi-Fi e com brilho automático.

Como sempre, prefira trabalhar com uma tomada por perto, mantenha o carregador sempre com você e nem pense em jogar apenas na bateria.

Conclusão

O Dell G5 5590 é um notebook gamer de entrada bem interessante, que oferece uma performance estável para quem não está interessado em gastar os tubos em um modelo com uma GPU capaz de renderizar reflexos em tempo real. Ele dá conta da maioria dos jogos atuais e é bem discreto, para agradar outros perfis de consumidores.

O problema, como tudo que envolve a Dell é o preço, mas há outros fatores também.

Dell G5 5590

Créditos: Ronaldo Gogoni / Meio Bit

Partindo do preço inicial de R$ 8.558, colocando mais R$ 441 você leva para casa o modelo de ponta do Samsung Odyssey 2, que traz um display de 144 Hz, um slot M.2 adicional e a GPU GeForce RTX 2060, contando com ray tracing.

Isso posto, o Dell G5 5590 só será um bom negócio se ele for oferecido por um preço muito abaixo do atual notebook gamer da Samsung; caso contrário, você será mais feliz ao investir seu rico dinheirinho no Odyssey 2, que vem com uma placa de vídeo com mais recursos.

Notebook Dell G5 5590 — Ficha técnica

  • Processador: Intel Core i7-9750H, hexa-core Coffee Lake com clock de 2,6 GHz, TurboBoost até 4,5 GHz e 12 MB de memória cache;
  • Placa de vídeo: nVidia GeForce GTX 1660 Ti, com 6 GB de RAM GDDR6;
  • Memória: 16 GB de RAM DDR4 a 2.666 MHz (expansível até 32 GB);
  • Armazenamento: SSD de 128 GB NVMe M.2 e HD SATA de 1 TB;
  • Tela: LCD IPS de 15,6 polegadas, com antirreflexo;
  • Resolução: 1.920 x 1.080 pixels;
  • Taxa de atualização: 60 Hz;
  • Teclado: Padrão US, retroiluminado;
  • Câmera: 720p;
  • Conectividade: Wi-Fi 802.11 ac e Bluetooth 4.1;
  • Portas: Uma HDMI 2.0, três USB-A 3.1, uma USB-C 3.1, uma Mini DisplayPort, uma Ethernet, um leitor de cartões SD, uma porta P2 para fone de ouvido/microfone e uma Kensington;
  • Bateria: 60 Wh e 4 células integrada;
  • Dimensões: 36,4 x 27,3 x 2,37 cm;
  • Peso: 2,84 kg;
  • Sistema operacional: Windows 10 Home.

Pontos fortes:

  • Design discreto para quem não quer penduricalhos gamer;
  • Desempenho estável;
  • Sistema de ventilação muito bom;
  • Portas na traseira diminuem bagunça dos cabos.

Pontos fracos:

  • Conjunto de som fraco;
  • Ventoinhas malucas;
  • A concorrência oferece mais por uma diferença de valor muito pequena.

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