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Para Sony, modelo do Game Pass não é sustentável

Presidente da Sony diz que não oferecerá lançamentos em serviços de assinatura, pois no caso deles, algo como o Game Pass não é viável financeiramente

18/09/2020 às 8:45

Desde que a Microsoft adotou o modelo de assinatura de jogos como um dos seus pilares, muitas pessoas passaram a se perguntar quando a Sony anunciaria algo parecido com o Game Pass. Porém, a julgar por uma recente declaração do atual presidente da divisão de jogos da empresa, da maneira como temos visto na concorrência esta é uma aposta que eles não deverão fazer.

PS Now x Game Pass

Crédito: Dori Prata/Meio Bit

Ao conversar com o pessoal do site GamesIndustry, Jim Ryan fez questão de deixar claro que no fim das contas tudo se resume a uma questão financeira e na maneira como a Sony enxerga o mercado de games no momento. Para o executivo, o custo de desenvolvimento para os títulos publicados pela PlayStation Studios faz com que algo como o Xbox Game Pass não seja viável.

Para nós, ter um catálogo de jogos não é algo que define a plataforma. O nosso argumento de venda, como você já deve ter ouvido, é ‘novos jogos, grandes jogos.’ Nós já tivemos esta conversa antes — não iremos pelo caminho de colocar novos lançamentos em um modelo de assinatura. Esses jogos custam vários milhões de dólares, bem acima dos US$ 100 milhões, para serem desenvolvidos. Nós simplesmente não vemos isso como sustentável.

Nós queremos fazer jogos maiores e melhores, e esperamos que em algum estágio, mais persistentes. Então, colocá-los num modelo de assinatura no dia um, para nós simplesmente não faz sentido. Para outros, em uma situação diferente, isso pode muito bem fazer sentido, mas para nós não. Nós queremos expandir e crescer o nosso existente ecossistema e colocar novos jogos em um modelo de assinatura simplesmente não combina com isso.

Tal comentários chega logo após a Sony revelar a existência do PlayStation Plus Collection, um serviço que garantirá acesso no PlayStation 5 a diversos jogos lançados para o seu antecessor. Com ele a fabricante passa a oferecer duas tentativas de competir com o Game Pass, sendo a outra o PlayStation Now, mas como explicou Ryan, não devemos esperar que lançamentos sejam adicionados a nenhum deles.

Quanto ao PS Collection Plus, o executivo disse esperar que as pessoas tenham ficadas surpresas com o seu anúncio, já que a novidade permitirá que muitos que não tiveram um PS4 tenham acesso a vários jogos que fizeram bastante sucesso no console. Quanto a isso acho que não há o que questionar, afinal estamos falando de uma excelente lista de jogos estando disponível para todos os assinantes da PS Plus que comprarem um PlayStation 5.

Já em relação a essa ideia de não oferecer lançamentos via um serviço de assinatura, consigo entender a posição da Sony. Se eu tivesse tanta folga na liderança da base instalada de consoles e conquistado isso muito devido aos excelente exclusivos que venho lançando ao longo dos anos, também não cogitaria deixar de lucrar com a venda desses jogos, ao menos não no lançamento.

O que teremos que ver é qual das duas estratégias se sairá melhor na próxima geração, mas olhando para essa disputa como consumidor, não consigo deixar de preferir o que a Microsoft tem feito com o serviço de assinatura. E com o preço que os lançamentos estão alcançando ultimamente (US$ 70 lá fora e R$ 350 por aqui), essa minha admiração pelo Game Pass só tende a aumentar.

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