Meio Bit » Games » Microsoft adquire a Bethesda e se prepara para o futuro

Microsoft adquire a Bethesda e se prepara para o futuro

Numa jogada inesperada, a Microsoft revelou ter fechado negócio para comprar a Bethesda e com isso levou diversos estúdios, franquias e tecnologias

52 semanas atrás

Lá pela metade da manhã de hoje (21/09) o mundo foi sacudido por uma bomba inesperada: num negócio avaliado em impressionantes US$ 7,5 bilhões, a Microsoft anunciou a aquisição da ZeniMax Media, conglomerado responsável pelo controle de diversas empresas, entre elas a Bethesda Softworks. Isso significa que, a partir de agora a Gigante de Redmond é dona de diversas marcas pesadíssimas da indústria de games e muitos já estão se perguntando como será o futuro dessas franquias.

Microsoft + Bethesda

Crédito: Divulgação/Microsoft Game Studios

Mas antes de falarmos e (especularmos) sobre como essa compra poderá afetar os próximos passos da guerra dos consoles, vale explicar o que a fabricante do Xbox levou com essa compra e olha, a lista é impressionante.

Começando pelos estúdios, a fortuna paga pela Microsoft lhe garantiu o controle sobre a Bethesda Game Studios (The Elder Scrolls V, Fallout 4); id Software (DOOM, Quake); ZeniMax Online Studios (The Elder Scrolls Online, Fallout 76); Arkane (Dishonored, Prey); MachineGames (Wolfenstein: Youngblood, Wolfenstein II: The New Colossus); Tango Gameworks (The Evil Within); Alpha Dog (MonstroCity: Rampage, Wraithborne) e Roundhouse Studios. Ufa!

Porém, talvez o mais importante seja o fato de que além das desenvolvedoras propriamente ditas, o negócio também envolve as diversas propriedades intelectuais criadas por elas, assim como cerca de dois mil funcionários espalhados por diversos estúdios e até mesmo a tecnologia produzida por este pessoal, como por exemplo a poderosa engine id Tech 7, que deu vida ao Doom Eternal.

Ao falar sobre a aquisição, o CEO Satya Nadella não escondeu que uma das principais motivações da Microsoft foi tornar mais atrativo o serviço de assinatura de games fornecido pela empresa, o que me faz deduzir que cedo ou tarde o Game Pass deverá receber uma quantidade bem grande de ótimos jogos.

Os jogos são a categoria mais cara da indústria do entretenimento, com todos se voltando aos games para se conectar, socializar e jogar com os amigos. Conteúdo diferenciado de qualidade é o motor por trás do crescimento e do valor do Xbox Game Pass — do Minecraft ao Flight Simulator. Como uma desenvolvedora e editora comprovada, a Bethesda obteve sucesso em todas as categorias de jogos e juntos, continuaremos nossa ambição de capacitar mais de três bilhões de jogadores em todo o mundo.

Já o chefe de marketing da Bethesda, Pete Hines, explicou que embora as duas companhias sempre tiveram uma boa relação, essa venda deverá ajudar a fazer com que os estúdios mantidos por eles possam criar títulos ainda melhores no futuro. Quem também saiu em defesa do negócio foi Todd Howard, um dos principais nomes por trás de séries como The Elder Scrolls e Fallout, e que disse que “esta parceria se trata de mais do que um sistema ou tela.

Isso nos leva então a questão principal: continuarão os jogos publicados pela Bethesda Softworks sendo lançados para outras plataformas que não seja o Xbox ou o PC? Pois a resposta é sim, ao menos neste primeiro momento. Recentemente a Arkane e a Tango Gameworks anunciaram dois jogos (Deathloop e Ghostwire: Tokyo, respectivamente) que seriam temporariamente exclusivos para o PlayStation 5, mas ao contrário do que alguns poderiam imaginar, Phil Spencer garantiu que esses acordos serão mantidos.

Já no caso do promissor Starfield, da Bethesda Game Studios, ele deverá ser lançado apenas para o Xbox Series e PC, inclusive sendo disponibilizado no Game Pass no dia do seu lançamento. Quanto aos demais futuros títulos, Spencer limitou-se a dizer que a adoção da exclusividade será avaliada caso-a-caso. Quem também deu um pouco de esperança aos donos de outros consoles foi Satya Nadella, ao dizer que “quando falamos sobre nosso conteúdo, queremos que ele esteja amplamente disponível.

De qualquer forma, mesmo que os jogos criados por um dos estúdios da ZeniMax Media não venham a ser exclusivos do Xbox, essa é uma aquisição fantástica para a Microsoft, principalmente quando pensamos no conceito defendido pela empresa ultimamente de que eles querem vender conteúdo e não necessariamente apenas consoles. Para uma companhia que até outro dia era duramente criticada por não possuir tantos estúdios de peso quanto a Sony, os últimos meses serviram para mostrar o que uma enorme quantidade de dinheiro pode garantir.

Crédito: Reprodução/@Shinobi602

relacionados


Comentários