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Os 10 melhores jogos de GameCube

De F-Zero GX a The legend of Zelda! Relembre conosco alguns dos melhores jogos que apareceram no console de sexta geração da Nintendo, o GameCube

22/10/2020 às 12:02

Mesmo não sendo um dos consoles mais populares da Nintendo, o GameCube recebeu vários jogos muito bons e assim conquistou muitos admiradores. Como de costume, boa parte desses ótimos títulos foram criados pela própria Nintendo, mas há também alguns desenvolvidos externamente que fizeram a alegria daqueles que tiveram o console. Pois neste artigo apontarei aqueles que considero entre os melhores.

Crédito: Dori Prata / Pixabay

Com o seu desenvolvimento tendo sido iniciado em 1998, o GameCube tinha uma duríssima missão pela frente: conseguir fazer frente a um colosso chamado PlayStation 2. Projetado através de uma parceria com a IBM — que ficou responsável por criar a CPU que recebeu o nome Gekko — o videogame que vinha sendo tratado internamente como Project Dolphin ainda contava com a colaboração da ArtX, uma empresa formada por ex-funcionários da  Silicon Graphics e que foi responsável por criar o chip gráfico do Nintendo 64.

Coube a essa equipe a tarefa de desenvolver o Flipper, chip que geraria os gráficos do novo console, mas quando o trabalho já estava quase concluído, a ArtX foi adquirida pela ATI. Embora as pessoas envolvidas no projeto digam que os novos donos praticamente não tiveram influência no trabalho, os executivos da ATI sabiam que ali estava uma ótima oportunidade de marketing e é por isso que podemos ver o logo da empresa na parte frontal do console.

Então, foi durante uma conferência para a imprensa realizada no Japão em agosto de 2000 que a Nintendo oficializou a existência do videogame, assim como o nome GameCube. Faltava saber quais títulos acompanhariam o lançamento, o que só aconteceu na E3 do ano seguinte e para piorar, muitos deles tiveram que ser adiado quando o GCN chegou às lojas japonesas, em setembro de 2001.

Com a fabricante na época focando no desenvolvimento de jogos para o Game Boy Adavance, o Game Cube acabou sendo o primeiro videogame da empresa desde o Famicom a não receber um Super Mario no dia do seu lançamento, mas não foi apenas na parte dos games que ele sofreu baixas. Bem antes do GameCube ser lançado, a Nintendo criou e patenteou um controle que contaria com sensores de movimentos, porém, a ideia só chegou aos consumidores vários anos depois, quando finalmente tivemos acesso ao Wii Remote.

Outro detalhe curioso sobre o GCN é que de acordo com um vazamento de informações ocorrido em setembro de 2020, a Nintendo tinha planos para lançar outros dois modelos do aparelho. Um deles seria capaz de rodar jogos com resolução HD, assim como o Xbox 360 e o PS3, mas o que realmente chama a atenção era o conceito do outra versào, que viria com uma tela para ser usado como um videogame portátil e uma estação onde poderíamos ligá-lo à televisão. Ou seja, a ideia para o Nintendo Switch teria surgido há muito tempo, antes mesmo do Wii U e do seu antecessor.

Mas mesmo com esses planos não tendo sido concluídos, com o tempo o GameCube foi sendo abastecido com jogos de todos os tipos, então vamos a eles!

Jogos de GameCube

Crédito: VigorzzeroTM / DevianArt

Metroid Prime

Depois de mostrar ao mundo que era possível criar um jogo de plataforma em três dimensões como o Super Mario 64, a Nintendo queria provar que o mesmo poderia ser feito com um jogo de exploração como o Super Metroid e para isso deu ao pessoal da Retro Studios esta difícil missão. Pois aquela ideia que tinha tudo para dar errado acabou resultando em algo que é muito mais do que apenas um dos melhores jogos de GameCube.

Conseguindo manter a essência da série e funcionando humilhantemente como um jogo FPS (embora a Nintendo prefira chamar de aventura em primeira pessoa), a atmosfera criada para esse jogo é algo digno de todos os elogios, assim como o brilhante level design implementado pela desenvolvedora.

O jogo ainda recebeu duas ótimas continuações e embora alguns anos depois a trilogia tenha aparecido melhorada no Wii, o que queremos mesmo é o tão aguardado Metroid Prime 4.

Resident Evil 4

Bom, eu não sou um grande admirador do Resident Evil 4, mas jamais serei estúpido a ponto de ignorar a sua importância para o console da Nintendo e para a indústria como um todo. Basta pensar no impacto que ele causou ao chegar no GameCube, porque se hoje ele está presente em praticamente todas as plataformas, na época foi anunciado como um exclusivo.

Embora fosse mais voltado para a ação, aquele jogo sabia muito bem como nos colocar em situações de extrema tensão e sua jogabilidade acabou servindo como inspiração para muitos títulos que seriam lançados depois. Além disso, ele contava com uma qualidade gráfica impressionantes e por isso não surpreendeu o título ter ser tornado motivo de orgulho para todos que possuíam um GameCube.

The Legend of Zelda: Twilight Princess

Os fãs do The Wind Waker que me perdoem, pois mesmo também gostando da aventura do Link criança, eu me diverti muito mais jogando o Twilight Princess. Com uma abordagem mais sombria tanto no visual quanto no enredo, o jogo ainda conta com alguns dos melhores calabouços e quebra-cabeças da série, o que é um elogio e tanto.

A única coisa que não gostei muito nele são os trechos em que o protagonista se transforma em um lobo (e não são poucos), mas ainda assim lembro com carinho das horas que passei diante da TV encarando esta aventura e agradeço muito à Nintendo por ter me dado a oportunidade de jogar o Twilight Princess mesmo sem ter um Wii na época.

Paper Mario: The Thousand-Year Door

Novamente misturando os personagens que parecem feitos de papel com cenários em 3D, o GameCube também recebeu um capítulo da franquia e o resultado foi um jogo que não agrada apenas pela parte visual. The Thousand-Year Door é um RPG que conta com batalhas por turnos extremamente divertidas, diálogos muito bem humorados e um um vasto elenco de ótimos personagens.

Para muitos, este é melhor Paper Mario que a Nintendo já criou, mas mesmo que você não concorde com esta opinião, é quase certo que pelo menos gostou dele e até hoje me pergunto porque a empresa nunca relançou esta maravilha, pois seria ótimo poder encará-lo em todo o esplendor do FullHD.

Viewtiful Joe

Sabe quando um jogo parece tão bom, que nos passa a sensação de que ele servirá como origem a uma franquia que durará por muito anos? Pois infelizmente não foi isso o que aconteceu com o Viewtiful Joe. Quer dizer, não em relação a perdurar por muito tempo. Embora tenha recebido algumas continuações e até mesmo uma animação, a Capcom simplesmente abandonou a série e só voltamos a ver o Joe em participações especiais em outros jogos, como o Tatsunoko vs. Capcom: Ultimate All Stars e Marvel vs. Capcom 3: Fate of Two Worlds.

Funcionando como um beat ’em up, o seu grande diferencial está na possibilidade de utilizarmos poderes para manipular o tempo, assim como na sua fantástica direção artística, que nos passa a impressão de estarmos vendo um revista em quadrinhos em movimento. É uma pena, mas o mundo definitivamente precisa de mais Viewtiful Joe.

Metal Gear Solid: Twin Snakes

E continuando na onda de jogos que nunca saíram do GameCube, não podemos esquecer do Metal Gear Solid: Twin Snakes. Sendo um remake da obra que conquistou multidões no primeiro PlayStation, além dos gráficos muito melhores, esta versão ainda conta com diversos elementos da jogabilidade que apareceram no Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty, tornando assim a experiência muito melhor.

É o típico caso de uma repaginação que vale ser jogada mesmo por quem fez tudo o que era possível no original, com o único problema sendo conseguir uma cópia do jogo hoje em dia, já que elas costumam ser vendidas por valores bem acima do cobrado por um lançamento (que não são nada baratos).

Fire Emblem: Path of Radiance

Primeiro capítulo para consoles a ser lançado no ocidente, Path of Radiance foi um dos jogos de GameCube que não chamou muito a atenção quando saiu, mas todos aqueles que gostam de RPGs de estratégia deveriam experimentar esta obra de arte. Com um enredo muito interessante, gráficos que possuem seu charme e um nível de dificuldade bem acima da média, este é mais um daqueles títulos que mostram que a Nintendo não faz jogos apenas para crianças.

Porém, assim como acontece com outros títulos exclusivos do console, este é mais um cujo preço cobrado por uma cópia usada é absurdamente alto. Por isso seria muito bom se a Nintendo anunciasse uma versão para o Switch, mesmo que ela apenas recebesse um tapa no visual. Mas como se trata de um jogo sem tanto apelo comercial (ao menos no ocidente), um relançamento fica cada vez mais difícil acontecer.

Skies of Arcadia Legends

Depois de conquistar alguns admiradores no Dreamcast, a Sega decidiu levar um dos melhores jogos do seu saudoso console para o GameCube e o resultado foi um RPG ainda melhor. Contando com personagens visualmente mais detalhados, novas missões paralelas e segredos para serem descobertos, ele se tornou um dos poucos títulos do gênero a aparecerem no videogame da Nintendo.

Contudo, mesmo tendo sido muito bom um número maior de pessoas terem acesso ao jogo, devido a pequena base instalada do GameCube (menos de 22 milhões de unidades), muitos interessados ainda ficaram de fora e por isso sempre lamentarei o fato de que teria sido muito melhor se o Skies of Arcadia Legends tivesse aparecido no PlayStation 2.

F-Zero GX

A série F-Zero sempre se destacou pela sensação de velocidade passada, mas quando ela chegou ao GameCube, isso foi elevado à 10ª potência. Rodando a impressionantes 60 frames por segundo, o jogo ainda conseguia mostrar 30 veículos na pista e até exibir imagens em widescreen e com progressive scan. Tudo isso tornava as corridas bastante frenéticas, nos fazendo ficar grudados na cadeira.

Agora, pegue toda essa velocidade e adicione uma boa dose de dificuldade. Sim, F-Zero GX é um jogo bastante difícil, onde o menor deslize fará com que sejamos ultrapassados por mais de uma dezena de adversários e uma corrida praticamente ganhar poderá ser jogada no lixo. Para piorar, o inédito modo história não ameniza esse desafio, mas sinceramente, é também isso o que tornou esta pérola inesquecível.

Super Smash Bros. Melee

Aqui temos outro jogo do qual não sou muito fã, mas que também não consigo ignorar sua importância. Mesmo porque, para muitas pessoas o Melee foi o melhor Super Smash Bros. já criado. Porém, como nunca consegui enxergar a franquia como algo muito além de esmagamento de botões, não ousarei me meter nesta discussão.

Trazendo uma enorme quantidade de personagens e estágios, além de vários modos de jogo, não é de se estranhar que o título tenha sido o mais vendido para aquele videogame, com mais de sete milhões de cópias.

Outro fator que ajudou nessa popularidade foi ele ter se beneficiado do ótimo controle do GameCube, acessório que por sinal continuou recebendo versões para os outros consoles da Nintendo e sempre pensando nos fãs da série.

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