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COVID-19 fez vendas de computadores dispararem em 2020

Pandemia da COVID-19 e isolamento social potencializaram procura por desktops e notebooks, para home office e trabalho remoto

13/01/2021 às 15:11

Convenhamos, era inevitável. A pandemia da COVID-19 forçou as pessoas a ficarem em casa, e profissionais e estudantes se viram forçados a migrar para o home office, trabalhando e estudando de casa.

Assim como aconteceu com o iPad, a procura por computadores aumentou consideravelmente em 2020, como efeito direto das práticas de isolamento social.

Vendas de notebooks aumentaram bastante em 2020 (Crédito: JaneMarySnyder/Pixabay)

Vendas de notebooks aumentaram bastante em 2020 (Crédito: JaneMarySnyder/Pixabay)

De acordo com o mais recente relatório publicado pela Canalys, o envio de desktops, notebooks e workstations para a rede varejista, o que não significa vendas per se, aumentou 25% no quarto trimestre de 2020, em relação a 2019. A Lenovo liderou com 23,1 milhões de unidades enviadas, um crescimento de 29% em relação ao mesmo período no último ano.

É imporante notar que o foco dos consumidores está mais voltado aos notebooks: estes tiveram um crescimento nos envios de 44% no período, totalizando 235,1 milhões de unidades, enquanto que a saída de desktops caiu 20%, com apenas 61,9 milhões.

De fato, a venda de computadores estáticos continua caindo significantemente durante os últimos 10 anos, e mesmo a pandemia não reduziu o efeito. O motivo é que as fabricantes estão priorizando mobilidade, o que permite também comercializar modelos mais acessíveis.

Gráfico com envio de computadores ao varejo entre 2010 e 2020 (Crédito: Canalys)

Gráfico com envio de computadores ao varejo entre 2010 e 2020 (Crédito: Canalys)

De acordo com o relatório da Canalys, o crescimento acentuado das vendas de computadores foi o maior em proporção dos últimos 10 anos, e a maior saída de unidades desde 2014. Claro que com todo mundo em casa, a necessidade das pessoas para trabalho e estudos não pode ser atendida apenas com celulares.

A COVID-19 também impulsionou as vendas de tablets, principalmente do iPad, durante o ano de 2020, fazendo com que a Apple aumentasse seus pedidos de telas LCD junto à LG Display, a principal fornecedora do componente.

Por outro lado, é importante levar em conta que o movimento talvez não perdure, ou pelo menos, se mantenha pelo tempo em que a pandemia da COVID-19 permanecer, o que dada a atual situação, pode levar bem mais tempo para ser debelada do que muita gente pensa.

Nesse sentido, fabricantes que se focarem em comercializar computadores acessíveis, de preferência notebooks para viabilizar a mobilidade, terão melhores resultados do que se concentrar apenas em desktops, que não tiveram um boost nas vendas mesmo na atual situação.

O que nos traz de volta à velha discussão sobre PCs e mercado de nicho. Por conta de uma situação totalmente atípica, o mercado de computadores pessoais foi reaquecido e está vendendo como a muito não se via, mas resta saber se a procura se manterá no mesmo ritmo quando a situação for normalizada, e todo mundo voltar ao trabalho normalmente. Há empresas que poderão manter o home office como uma alternativa permanente, mas é cedo para dizer.

No fim, é bom as fabricantes aproveitarem o momento (e muitas delas revelaram novos notebooks e desktops na CES) enquanto ele durar.

Fonte: Canalys, VentureBeat.

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