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10 ótimos jogos exclusivos de PlayStation 3

No aniversário de 15 anos do PlayStation 3, vamos relembrar alguns dos melhores jogos que apareceram no console que fez a alegria de muita gente

20/01/2021 às 16:18

No final de 2021 completará 15 anos do lançamento do PS3, um console que nasceu cercado por problemas, mas que com o passar do tempo conseguiu conquistar uma legião de admiradores. Mas se parte do sucesso deve ser creditado as mudanças adotadas pela Sony, a principal responsável foi mesmo a boa biblioteca de jogos (especialmente os exclusivos) que apareceu no PlayStation 3.

Top 10 Jogos de PlayStation 3

Crédito: Divulgação/Konami

Mas antes de relembrarmos alguns dos jogos de PlayStation 3 que mais se destacaram, vale contarmos um pouco da história do console. Tudo começou em 2001, quando o então presidente da Sony, Ken Kutaragi, anunciou uma parceria com a Toshiba e a IBM para o desenvolvimento de um microprocessador, o Cell. Coube então a Shuhei Yoshida liderar um grupo de programadores que deveriam focar na criação de jogos para a nova geração e em 6 de maio de 2005, durante a E3, o console foi revelado ao público.

Contando com um leitor de Blu-ray, o videogame ainda viria com um controle em formato de bumerangue, o que foi motivo de muitas críticas nos dias seguintes ao anúncio e diante da repercussão, a fabricante acabou optando por manter um design parecido com o do DualShock 2. Já na edição seguinte da feira a Sony divulgou outra informação que seria motivo de reclamações: o preço. O PS3 seria disponibilizado em dois modelos, um com HD de 20 GB e que custaria US$ 499; e outro que viria com o triplo da capacidade de armazenamento, pelo salgado preço de US$ 599.

Então, quando em novembro de 2006 o PS3 chegou às lojas japonesas e norte-americanas, o que se viu foi um misto de reações. De um lado tínhamos parte da imprensa especializada impressionada com a capacidade de processamento do console e pela sua versatilidade como equipamento para entretenimento. Já do outro lado era possível ver reclamações em relação ao preço cobrado e a falta de jogos que justificassem a aquisição do aparelho.

Quanto a esta última parte, o motivo estava na própria arquitetura do PlayStation 3 e na dificuldades que os estúdios encontravam para criar jogos para ele. O console costumava ser criticado por figurões da indústria, como o CEO da Activision, Bobby Kotick, que reclamou do alto custo de desenvolvimento para a plataforma, sendo que a taxa de vendas de jogos era menor que as registradas no Xbox 360 e no Wii; ou ainda Gabe Newell, que em entrevista à revista Edge em 2007 afirmou que  “o PS3 é um total desastre em tantos níveis, que acho que está muito claro que a Sony perdeu o controle do que os clientes e desenvolvedores queriam.

O fato é que apesar de um início tão conturbado, aos poucos a Sony começou a virar o jogo e quando o PlayStation 3 saiu de produção, cerca de 87,4 milhões de unidades tinham sido vendidas. Tal número faz dele o console com a menor base instalada da Sony, mas nem por isso podemos dizer que tenha sido um fracasso.

Crédito: Dori Prata

Observação: para esta lista eu optei por apontar apenas um capítulo de cada franquia e considerei os jogos que foram relançados posteriormente para outras plataformas como remasterizações ou remakes. Embora isso possa descaracterizar as escolhas como sendo "exclusivos", pelo menos indica que eles podem ser encontrados com maior facilidade hoje em dia.

The Last of Us

Para muitas pessoas, esta criação da Naughty Dog não é apenas é apenas um dos melhores jogos de PlayStation 3, mas o título mais fantástico lançado na sétima geração. De qualquer forma, o fato é que The Last of Us é uma verdadeira obra de arte, reunindo uma boa jogabilidade, gráficos que levaram o console da Sony ao limite e principalmente, uma narrativa madura e que não ficava devendo em nada para outras mídias.

Este é o tipo de jogo que nos dá orgulho por gostarmos de videogames e por mais que ele esteja longe de ser perfeito, é uma experiência que deveria ser experimentada, pelo menos uma vez, por todos.

Uncharted 2: Among Thieves

Se o Uncharted: Drake’s Fortune serviu para nos apresentar à franquia e mostrar que havia espaço para mais um caçador de tesouros no mundo dos games, foi com a sua continuação que nos convencemos de que Nathan Drake merecia um lugar entre os personagens mais legais da indústria. Nos levando a uma incrível viagem a procura da frota perdida de Marco Polo, o jogo conseguia nos entregar o que de melhor vimos em filmes neste estilo.

O enredo podia até não ter nada demais, mas visualmente Uncharted 2: Among Thieves era capaz de nos fazer ficar de boca aberta e era nos momentos repletos de ação que o título conseguia se destacar, com destaque para a inesquecível fase em que tínhamos que atravessar um trem em movimento. Era tudo muito exagerado? Ok, mas quem disse que videogame precisa ser uma simulação da realidade?

LittleBigPlanet 2

Quando a Media Molecule lançou o primeiro LittleBigPlanet, o estúdio conseguiu causar uma pequena revolução na indústria. Sendo um dos jogos de PlayStation 3 mais brilhantes, com ele os jogadores tinham a possibilidade de criar suas próprias fases, algo que não era comum nem mesmo nos computadores. Porém, aquele foi apenas o primeiro passo, pois o estúdio sabia que a liberdade que eles haviam nos oferecido poderia ser ainda maior.

Com o LBP2 a desenvolvedora mudou o foco de um sistema para criação de jogos de plataforma, para um de criação de jogos, permitindo que os jogadores pudessem dar vida a títulos de corrida, puzzles, shoot 'em up e quase tudo o que a sua criatividade permitisse. Até cenas não-interativas podiam ser criadas nele.

Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots

Embora tenha se tornado alvo de críticas (e piadas) por suas longas cenas em que Não estávamos no controle do protagonista, quando se trata da jogabilidade e da narrativa em si, algumas pessoas apontam este como o ápice da franquia e a obra-prima de Hideo Kojima. O grande problema aqui talvez esteja na complexidade do seu enredo, que poderá fazer com que até aqueles que jogaram os anteriores fiquem um pouco perdidos.

Contudo, este é certamente um dos jogos mais importantes de PlayStation 3 e que merecia ser relançado para máquinas mais modernas, mesmo que nem recebesse melhorias na parte visual. Quem sabe um dia?

Resistance 2

E por falar em jogos que eu adoraria ter a oportunidade de jogar em versões melhoradas, acho que a série Resistance está entre as minhas preferidas. Embora tenham sido menosprezados por boa parte dos jogadores, estes jogos desenvolvidos pela Insomniac Games traziam o que o estúdios sabia fazer de melhor: gráficos de ponta; uma jogabilidade sólida e divertida; mas principalmente, um conjunto de armas muito legais de serem usadas.

Nele éramos jogados numa realidade alternativa onde, após a Segunda Guerra Mundial, os humanos teriam que lidar com uma invasão alienígena. Tudo bem, o primeiro jogo não era lá muito divertido, mas com o segundo o estúdio conseguiu alcançar todo o seu potencial e tanto ele quanto a sua continuação me entreteram por muito e muito tempo.

inFAMOUS 2

Jogos de super-heróis existem aos montes e achando que poderia pegar uma fatia deste bolo, em 2009 a Sucker Punch lançou a sua aposta. O detalhe é que eles não recorreram a uma franquia famosa para isso, mas sim criaram sua própria história, onde o jovem Cole MacGrath era atingido por uma enorme explosão e ganhava poderes elétricos.

Dois anos depois foi a vez de uma continuação e aquilo que já era bom, ficou muito melhor. Melhorando a parte visual e mantendo o sistema em que podíamos ser bons ou maus, inFAMOUS 2 ainda contava com uma cidade muito legal de ser explorada, o que transformava a aventura num belo sandbox.

Demon's Souls

Hoje podemos dividir o mundo em dois grupos: aqueles que adoram títulos no estilo Souls; e aqueles que não aguentam mais ver jogos que aproveitam as características das criações da From Software. O que nem todo mundo sabe é que essa febre não começou com a série Dark Souls, mas sim com um dos jogos melhores e mais surpreendentes jogos de PlayStation 3, o Demon's Souls.

Ainda lembro do burburinho que começou a circular lá por meados de 2009, quando a versão japonesa do jogo foi lançada e sem uma grande campanha de publicidade, nos restava ouvir os relatos daqueles que haviam experimentado o obscuro jogo. As pessoas faziam questão de declamar sobre o quão revolucionário era o seu multiplayer e como o jogo possuía um nível de dificuldade absurdo, as mais puras verdades.

God of War III

Mesmo considerando este o ponto mais baixo da trilogia principal, God of War III merece ser conhecido por quem gosta de um bom jogo de ação e na época ele chamou a atenção pela escala que a saga de Kratos havia alcançado. Da escalada inicial ao Monte Olimpo aos diversos confrontos com deuses gregos, a sensação que o jogo conseguia nos passar de estarmos vivendo uma odisseia era algo impressionante.

Destaque também para a excelência técnica que o pessoal do Santa Monica Studio conseguiu atingir ali, fazendo com que ele se tornasse um dos mais bonitos jogos de PlayStation 3.

Ratchet & Clank Future: A Crack in Time

Eu gosto muito da série Ratchet & Clank e quando o A Crack in Time foi lançado, fiquei feliz por ver que a Insomniac Games tinha conseguido manter todas as melhores qualidades da franquia. Do humor na dose certa aos cenários coloridos e as armas e equipamentos malucos, a sensação de estarmos em uma boa animação da Pixar parecia nunca ter sido tão forte.

Ainda hoje o jogo é apontado como o ápice da franquia por algumas pessoas, com muitos dos seus quebra-cabeças e armas estando entre os melhores já criados pela desenvolvedora.

Heavy Rain

Eu sei que muitas pessoas odeiam o estilo de jogos criados por David Cage, já que eles parecem mais filmes interativos do que games, mas a verdade é que o impacto que o Heavy Rain teve em mim (e em várias pessoas) foi imenso. Com um enredo interessante, gráficos muito acima da média, uma trilha sonora excelente e uma altíssima carga dramática, até então era raro vermos um título entregar uma experiência cinematográfica tão boa quanto ele.

Ao nos colocar para descobrir quem era o serial killer conhecido como Origami Killer, era fácil imergirmos naquele universo e mesmo sem ainda ter sido pai na época em que o joguei, não consegui deixar de ficar extremamente tenso (e até apavorado) com a cena do shopping.

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