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Reggie: Switch era “tudo ou nada” para a Nintendo

Ex-presidente da Nintendo of America diz que após o fracasso do Wii U, o Switch só tinha uma opção: se tornar um sucesso. Felizmente deu tudo certo

01/02/2021 às 13:14

Dizer que a Nintendo esteve à beira da falência ou de pelo menos ser comprada por outra empresa é algo que se tornou relativamente comum ao longo dos anos. Bastava um dos videogame da companhia não se tornar líder de vendas para as pessoas profetizarem o seu fim, o que obviamente nunca aconteceu. Mas será que tal possibilidade algum dia esteve perto de esteve perto de acontecer? Pois a resposta pode estar no Switch.

Nintendo Switch

Crédito: Lucie Liz/Pexels

Quem falou sobre a importância do híbrido foi Reggie Fils-Aimé, ex-presidente da divisão norte-americana da Nintendo. Ao participar do New York Gaming Awards, o executivo que hoje faz parte do conselho administrativo do conglomerado Brunswick Corporation falou sobre o seu orgulho por ter ajudado o Switch a ser lançado e como o videogame pode ter salvado a BigN.

Sabe, a Nintendo fez muitas inovações nesta área… Acho que o que a Nintendo fez com o Switch, após a fraca performance do Wii U, acho que para mim e do que fiz parte, é a minha memória mais duradoura.

As pessoas se esquecem, quando o Wii U foi lançado, o desempenho ao longo do ciclo de vida foi tão fraco. Quero dizer, foi a plataforma com as piores vendas, acho que o Virtual Boy foi um pouco pior, mas o Wii U teve um desempenho radicalmente inferior ao esperado no mercado.

E quando o seu único negócio são os videogames, o próximo precisa ser bem sucedido e o Switch continua sendo uma plataforma dinâmica — vendendo excepcionalmente bem. E a habilidade da companhia de surgir com o conceito, de trazê-lo à vida, de trazê-lo ao mercado, de não ter apenas grandes conteúdos desenvolvido internamente, mas também externamente e conteúdos de desenvolvedores independentes — isto é algo do qual sempre sentirei orgulho. Junto com tantas outras coisas das quais fiz parte, mas o Switch realmente foi um produto que era tudo ou nada para a companhia e felizmente foi um sucesso.

Considerando a força de uma empresa como a Nintendo, pode parecer que Fils-Aimé tenha exagerado em suas palavras, mas mesmo se o insucesso do Switch não tivesse levado a fabricante a fechar as portas ou ter que aceitar as investidas de outras empresas, não resta dúvida de que neste caso os japoneses estariam em apuros.

Tendo vendido apenas 13,56 milhões de unidades, o Wii U pode ser considerado um fracasso retumbante não apenas pela base instalada maior apenas que a do Virtual Boy (cerca de 770 mil unidades), mas por ter ajudado a fixar na cabeça das pessoas a ideia de que um videogame da Nintendo só servia para quem quisesse jogar os títulos criados pela própria empresa.

Quando o Switch chegou às lojas, era comum vermos muita gente afirmando que não gastariam tão caro para jogar apenas um novo Super Mario ou um The Legend of Zelda e o que vemos hoje é algo completamente diferente. Além do Switch ter recebido (boas) versões de diversos jogos de peso, como The Witcher 3: Wild Hunt, The Elder Scrolls V: Skyrim ou Doom Eternal, o híbrido ainda se tornou a plataforma em que muitos indies mais venderam, o que comprova a ideia de que muitos consumidores não usam seus videogames apenas para aproveitar as franquias da Nintendo.

E isso nos leva ao velho paradoxo de Tostines, com a grande quantidade de bons jogos fazendo com que mais pessoas se interessem em comprar o Switch, o que por sua vez faz com que uma maior quantidade de estúdios queiram levar suas criações para o aparelho. É um círculo virtuoso que já fez a base instalada do videogame bater na casa dos 80 milhões de unidades, sem o menor sinal de que o interesse dos consumidores esfriará tão cedo.

Crédito: Divulgação/Nintendo

Quanto ao Wii U, é curioso pensar que mesmo com ele tendo sido tão malsucedido, sem aquele console talvez a Nintendo nunca tivesse chegado ao Switch. Este é um raciocínio defendido pelo próprio Reggie Fils-Aimé, que durante uma palestra na Cornell University em 2019 afirmou que aquele aparelho foi uma falha que acabou os beneficiando e com o atual videogame da empresa vendendo tão bem, é difícil discordar.

Mas tenha o Wii U sido um mal necessário ou não, este é um videogame pelo qual sempre guardarei um grande carinho. Tudo bem, a sua biblioteca é pequena, há várias decisões adotadas pela Nintendo para ele com as quais não concordo, mas aquele console possui diversos títulos que gosto muito e por isso espero nunca ter que me desfazer dele.

Fonte: GoNintendo

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