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Cheaters, o pior pesadelo dos… desenvolvedores!

Incomodado com os trapaceiros no Call of Duty: Warzone? Pois segundo o diretor do jogo, ninguém sofre tanto com os cheaters quanto ele e sua equipe

26/04/2021 às 9:48

Eu costumo dizer que uma das maiores ameaças para um jogo online são aqueles que costumam se valer de trapaças para ter vantagens durante as partidas. Presentes em qualquer título assim, os cheaters podem acabar com a experiência daqueles que só querem se divertir honestamente e se eles forem muitos, podem até fazer as pessoas desistirem de jogar.

Call of Duty: Warzone - cheaters

Crédito: Divulgação/Activision

Mas quando lamento o problema, tenho que admitir que ao me referir a ele sempre pensei no nosso lado, mas e como fica aqueles cujo trabalho é manter esses jogos funcionando?

Pois se não bastasse toda a dificuldade relacionada a criação de um jogo, imagine ver o fruto de anos de trabalho ser atacado por um bando de covardes, enquanto uma impaciente comunidade clama (com toda a razão) por uma solução. Apesar de toda a inevitabilidade da situação, este é um cenário em que ninguém gostaria de se encontrar e quem lançou uma luz sobre ele foi Amos Hodge.

Diretor de criação da Raven Software, ele é um dos principais nomes por trás do Call of Duty: Warzone e ao ser questionado em uma entrevista sobre o que sua equipe tem feito para combater as trapaças, Hodge primeiro esclareceu que sua atribuição está mais relacionada a parte da jogabilidade, para depois dar uma declaração bem interessante sobre o problema:

[…] o que te direi é que temos ferramentas de denúncias, banimos muitas pessoas e ninguém odeia os cheaters mais do que nós odiamos. Nós fazemos este conteúdo para os jogadores e ao mesmo tempo em que vocês estão chateados por isso arruinar suas partidas, eu estou chateado por isso arruinar o melhor trabalho que fiz na minha vida.

Eu fiz esse conteúdo para os jogadores e sei que todos na equipe sentem o mesmo. Nós colocamos nossos corações neste conteúdo, temos 100 milhões de jogadores, saiu há um ano, isso é um palco enorme, alguns dos melhores trabalhos que já fizemos e ter cheaters vindo e arruinando o jogo nos incomoda mais do que a qualquer pessoa. Eu sei que a equipe de segurança está debruçada nisso e eles continuarão fazendo atualizações.

De acordo com o mais recente comunicado publicado pela Activision, para tentar manter saudável o ecossistema criado em torno do battle royale, até o dia 12 de abril mais de 475 mil contas foram banidas por terem utilizado algum tipo de trapaça. Para a empresa, “os cheaters nunca serão bem-vindos” e por isso a equipe responsável por lidar com essa área tem feito banimentos diariamente, sete dias por semana.

Porém, algo que ajuda a agravar a situação do Call of Duty: Warzone é o fato do jogo ser distribuído gratuitamente. Por não correrem o risco de perder acesso a um título pelo qual pagaram, isso faz com que os trapaceiros se sintam menos intimidados, mas mesmo com a afirmação por parte da editora de que eles tem realizados banimentos por hardware no caso de cheaters recorrentes, uma solução ainda parece longe de acontecer — e considerando o história dos jogos multiplayer, ela provavelmente nunca acontecerá.

Para piorar, estamos falando de um jogo que conta com recurso de partidas entre plataformas e como no PC os macetes são mais comuns, mesmo aqueles que jogam nos consoles foram atingidos. Este era um temor que muitos tinham quando a ideia do cross-play começou a ganhar força, mas mesmo com a possibilidade de desligarmos essa mistura de jogadores, é triste perceber o quanto essas pessoas conseguem infernizar todo mundo, dos jogadores aos desenvolvedores.

Eu não jogo o Warzone e na verdade, tomar conhecimento de situações assim acabam tirando o pouco de interesse que ainda tenho pelo multiplayer competitivo. Não bastasse a íngreme curva de aprendizado que esses títulos possuem e a comunidade tóxica que costuma se formar ao redor deles, não tenho paciência para ter que lidar com portadores da “Síndrome de Joselito”, jogadores que para se divertirem precisam recorrer a ferramentas como Aimbot, que faz com que a mira “grude” nos inimigos; e/ou Wallhack, que basicamente dá ao jogador uma espécie de visão de raio-x, permitindo assim que ele consiga enxergar através das paredes e objetos.

Fonte: TheGamer

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