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Resenha: Army of the Dead – Invasão em Las Vegas

Army of the Dead é o novo filme de zumbis de Zack Snyder, que já mostrou que era bom no gênero. Desta vez ele caprichou, misturando com filme de roubo!

17 semanas atrás

Army of the Dead é o novo filme de zumbi de Zack Snyder, um gênero que ele já provou dominar, e dessa vez vem com tudo, com novidades sutis mas interessantes, a maior delas a mistura com outro gênero clássico, o filme de roubo planejado, ou heist.

Dinheiro na mão é vendaval... (Crédito: Netflix)

OK, tecnicamente quando você planeja um roubo com uma equipe de especialistas, cheio de subterfúgios, disfarces, planos de contingência, não é roubo, é furto. Furto é roubo sem violência ou grave ameaça. Mas temos zumbis no meio e morre gente bagarai. OK, tecnicamente vira roubo. Ou violência contra zumbis não conta?

Army of the Dead - A História

Durante o transporte de uma carga da Área 51, provavelmente relacionada com aliens, um caminhão do exército sofre um acidente e deixa escapar um zumbi chamado Zeus. Ele mata os soldados e vai para Las Vegas, que se torna o foco de uma infestação. Um governo estranhamente competente cerca a cidade com uma muralha de containers, enquanto as horas de mortos-vivos são bombardeadas, até que somente os zumbis escondidos ainda sobrevivam.

Simples assim. (Crédito: Netflix)

O Governo decide resolver o problema lançando uma ogiva nuclear em Las Vegas. Nisso um dono de casino chama Scott ward (Dave Bautista), um ex-mercenário que trabalha de chapeiro e faz uma proposta indecente: Ele tem US$200 milhões no cofre do casino, e precisa que alguém monte uma equipe para pegar o dinheiro. Em troca ele pagaria US$50 milhões.

Scott é cheio de traumas, a filha o abandonou depois que o viu matar a esposa, transformada em zumbi. Os outros membros da equipe são deliciosamente clichês, inclusive quando desafiam as tropes clássicas. Vanderohe é um mercenário culto e que apesar de ser negro, sobrevive até o final do filme.

Temos Lilly, uma espécie de Sarah Connor de R$1,99, um alemão especialista em abrir cofres, uma doida meio suicida piloto de helicóptero, e entre outros, o clássico agente de segurança do mafioso que vai -você sabe, não é spoiler- trair todo mundo.

Você já viu essa gente em 782384 outros filmes. (Crédito: Netflix)

No mundo dos zumbis, Zack Snyder resolveu misturar os vários estilos. Temos zumbis lentos, zumbis burros, zumbis rápidos, zumbis lutadores e até (Thanks, Pitch Meeting) zumbis robôs. Não, não é explicado.

Nas cercanias da muralha, milhares de corpos de zumbis ressecados pelo Sol, e o aviso de que se hidratados eles voltam à vida. Uma ótima idéia que não foi aproveitada.

Todo o planejamento do roubo é ótimo, e a cena dos caras usando zumbis pra disparar as armadilhas da sala do cofre é hilária, exagerada implausível e perfeita. O drama familiar entre Scott e a filha, que exige ir junto para tentar resgatar uma jovem que invadiu o território dos zumbis para tentar resgatar uma jovem, não atrapalha. A história não pisa no freio para eles se resolverem.

Vanderohe é por quem a gente torce mesmo sabendo que em filme de vampiro ele é o primeiro a morrer (Crédito: Netflix)

Ao contrário dos dois Liga da Justiça, Army of the Dead não vive na escuridão. Sim, há partes bem sem luz, afinal precisamos de sustos, mas praticamente o filme todo se passa durante o dia e depois que Scott religa o gerador (eu detesto essa fase no L4D2) o casino fica superiluminado.

Existem várias teorias sobre o sucesso dos filmes de zumbi. Algumas falam de catarse, de você imaginar que está dando um tiro no vizinho, sem repercussões, mas vai além. Há algo sobre a luta por sobrevivência que fala aos nossos instintos primais, e o herói ali, armado, é um sobrevivente. Se ele consegue, nós também conseguimos (Nota: Não, não conseguimos, em um apocalipse zumbi 99,9% de todo mundo aqui vai virar lanchinho de desmorto).

Ah sim, eu falei que decidem adiantar em 24 horas o ataque nuclear e nossos heróis, ao menos os que sobraram precisam sair da cidade voando? E o helicóptero que conseguem está com problema? E a filha do Scott foge para o outro lado da cidade para tentar salvar a amiga?

Elvis não morreu. Ou melhor... sei lá (Crédito: Netflix)

Dessa vez são dos antagonistas, o Agente do Japa do Mal dono do casino, e Zeus, o Final Boss dos zumbis, que são mais que uma horda caótica. Eles estão começando a desenvolver uma sociedade.

No final morre todo mundo que tem que morrer (menos o Vanderohe) e o clichê máximo de filme de zumbi acontece, abrindo a porta pra continuação, que com certeza virá. Zack Snyder que transformar Army of the Dead em um universo compartilhado. Eu aprovo.

Conclusão:

Eu não gosto de filmes de zumbis, acho muito mais do mesmo, e isso é tanto verdade que Walking Dead só teve 78 temporadas por perceberem que zumbis só atrapalhavam e decidirem focar em pessoas degeneradas. Mesmo assim, tal qual um cachorro-quente da Geneal, às vezes uma proposta simples, sem nada fora do normal, apenas entregando alguns poucos ingredientes bem escolhidos, cai muito bem.

Isso na hora certa, na praia quando bate a fome é melhor que qualquer dogão (Crédito: Geneal)

Army of the Dead é exatamente isso. É uma história que mistura dois gêneros cheios de tropes e clichês, mas no bom sentido. É um prato de aperitivos que conhecemos a receita, mas nem por isso deixam de ser gostosos. Zack Snyder deu seu toque pessoal sem querer desconstruir ou revolucionar o Filme de Zumbi. Com isso o filme se tornou... confortável. Ele entrega tudo que promete: Um ótimo filme de zumbi, com tudo que a gente espera, e um visual excelente, uma qualidade de produção que aí sim não é comum ao gênero.

Aonde Assistir Army of the Dead:

Army of the Dead passa na Netflix

Trailer:

Cotação:

5/5 Zumbis

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