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Resenha: Asus Tuf Gaming B550M-Plus y otras cositas

A Asus Tuf Gaming B550M-Plus é uma motherboard intermediária ótima para quem quer montar um PC sem vender a mãe. Nós testamos e aprovamos.

9 semanas atrás

OK, eu admito, não me via comprando uma Asus Tuf Gaming, ou qualquer coisa gamer, visto que essa classificação só serve pra encarecer o preço, mas como hoje tudo é gamer, nada é gamer, e crianças, acreditem: A plaquinha é danada de boa.

É uma placa bonita. (Crédito: Asus)

A troca de placa-mãe é um processo que pode ser extremamente traumático ou surpreendentemente simples, mas sempre é a última fase de qualquer upgrade, e no meu caso eu estava literalmente no fim da linha.

Minha CPU era um AMD Phenom II X4, que atendia minhas necessidades bem, ou ao menos assim eu achava, e quando percebi estava obsoleto em CPU, placa-mãe e RAM. Mesmo assim a placa-mãe Asus M5A78L-M Plus/USB3 era excelente. Duas portas USB3.0, PCI Express 2.0, soquete AM3+, máximo de 32GB de DDR3, suporte pra CPUs de 125Watts, Radeon HD3000 como vídeo onboard para um segundo monitor.

Eis que a danada queimou, depois de anos de bons serviços, acabei tendo que usar uma M4N68T-M LE também da Asus, tirada do arquivo-morto. Essa era inviável, USB 2.0 e só, máximo de 16GB de RAM (não-documentado, oficialmente só 6GB) SATA das antigas... a performance ficou um lixo, mesmo mantendo a CPU.

M4N68T-M LE. Sim, tem até uma porta paralela e IDE. Eu falei que era velha. (Crédito: Reprodução Internet)

Por sorte comentei no Twitter que está no perrengue, e um leitor (Thanks Rodrigo) sem me consultar abriu um crowdfunding, aonde leitores fiéis jogaram seus caraminguás, e consegui montar um PC decente, sem ser extravagante. O complicado foi escolher os componentes.

Como Cheguei Na Asus Tuf Gaming

Nos velhos tempos era simples escolher uma CPU. Quanto maior o número, melhor. 286, 386, 487, Pentium, Pentium II, Pentium 3, Pentium 4. Aí inventaram núcleos, hyperthread, caches, overclock, conexões PCI e é preciso gastar algumas horas especificando o hardware que você quer, o que você precisa e o que você merece.

Em termos de CPU não foi difícil substituir o Phenom II X4 965, com quatro núcleos, sem hyperthread. Lançado em 2009, era um excelente processador, apesar do alto consumo, de 125Watts.

É confuso, eu sei (Crédito: AMD)

Visto que nem eu nem meus leitores somos feitos de ouro, optei por uma CPU Ryzen, mas qual? Existem quatro gerações de CPUs (e APUs) Ryzen, usando a nova arquitetura chamada Zen:

  • 1ª Geração: 2017
  • 2ª Geração: 2018
  • 3ª Geração: 2019
  • 4ª Geração: 2020

A 1ª Geração da arquitetura Zen, aí um gênio do marketing decidiu que a 2ª Geração se chamaria Zen+. Por algum motivo isso não colou, a 3ª geração então se chama Zen 2 e a quarta, logicamente Zen 3.

Dentro da geração, temos a nomenclatura das CPUs em si, e aqui de novo a coisa complicou. Agora temos Ryzens dos mais baratinhos e modestos aos topos-de-linha que são pura insanidade, como os Threadrippers Pro. Não, não vou dar R$37500 num AMD Ryzen Threadripper 3990X 100-100000163WOF de 64 núcleos, por mais que o bônus de frete grátis seja tentador.

A grosso modo os processadores Ryzen podem ser segmentados assim:

Ryzen 3: CPUs de entrada, para usos simples, navegação web, edição de texto, jogos de menina*, com 4 núcleos. Mas não menospreze o Ryzen 3, tenho um notebook desses e ele salva vidas em emergências. Só não vai rodar Crysis, claro.

* Isca de Cancelamento

Ryzen 5: CPUs intermediárias, entre 4 e 6 núcleos, capacidade de overclocking, rodam jogos decentemente se a placa-mãe ajudar e você não botar tudo no máximo e exigir 160fps em 4K. Battlefield V roda redondinho.

Ryzen 7: CPUs mais avançadas, com até 8 núcleos e 16 threads, são para quem precisa de mais poder de processamento, rodando softwares de modelagem 3D, After Effects e programas que usem de bastante processamento paralelo.

Ryzen 9: São o high-end, com até 16 núcleos e 32 threads, são descritos como “para entusiastas”, que no caso dos gamers vão se beneficiar mais da performance individual do que com o número de núcleos. Já a turma do 3D, da modelagem científica e dos efeitos visuais vende a mãe por um Ryzen 9. E com razão.

Também temos os processadores Threadripper mas esses não são pro nosso bico.

No meu uso diário disco acabava sendo muito mais gargalo que CPU, e isso foi resolvido maravilhosamente com o SSD M.2 NVME WD-Black SN750 de 500GB. O foco era escolher uma CPU intermediária com capacidade decente. Na civilização essa CPU é o Ryzen 5 5600 de 3ª Geração, mas aqui no mato ele está inviável em termos de preço. A alternativa foi o Ryzen 5 3600, que com seis núcleos e 12 threads é mais que suficiente pro meu uso.

Ryzen 5 3600. Bem decente. (Crédito: Carlos Cardoso / MeioBit)

O clock-base dele é de 3.6GHz, com turbo de 4.2Ghz. O consumo cai dos 125W do Phenom II para 65W. Como ele se comporta em relação ao processador antigo? Maravilhosamente bem. No Cinebench (Thanks, Linus) o Phenom II conseguia um score de 1614.

O Ryzen 5 3600 conseguiu score de 8967, perigosamente próximo de um Intel Core i9 9880H, de 2019, que atingiu 9087. A culpa disso não é só da CPU, é da placa-mãe também.

Os dos comparativos não são comparáveis, claro. (Crédito: Carlos Cardoso / MeioBit)

Performance BEM decente. (Crédito: Carlos Cardoso / MeioBit)

A Placa-Mãe Também

Por incrível que pareça, a AMD conseguiu ser coerente nessa parte. É bem simples entender a nomenclatura das placas-mãe para Ryzen. Os nomes começam com A, B ou X. As placas A são para sistemas simples, com poucos recursos. As Bs são intermediárias, com capacidade de overclock e recursos mais avançados, e a as X são para entusiastas que precisam de muitas faixas PCI, extrema conectividade, etc, etc.

O conteúdo da caixa, fora manuais, adesivos e um inexplicável -em 2021- DVD (Crédito: Carlos Cardoso / MeioBit)

A Asus Tuf Gaming B550M-Plus é uma placa recente, lançada em 2020 e por Gaming quer dizer que ela tem RGB, controladores Aura e alguns leds coloridos espalhados pela placa. Dá pra apagar na BIOS mas não vale o esforço, você de qualquer jeito SABE que eles continuam lá.

Vamos então às características da Asus Tuf Gaming B550M-Plus, explicando vantagens e desvantagens.

Processador(es)

AMD Socket AM4 for AMD Ryzen™ 5000 Series/ 4000 G-Series/ 3000 Series Desktop – Funciona com processadores AMD de 3ª e 4ª Geração, e provavelmente de 5ª, com upgrade de BIOS. Como o R5 3600 já me atende bem, essa placa vai comportar upgrades de CPU por um bom tempo.

Chipset

AMD B550 – Esse chipset tem a vantagem de suportar o barramento Pci Express 4.0, com até 20 pistas, além de até 10 pistas PCIe 3.0. Com isso minha placa de vídeo, uma GeForce 1050ti PCIe 3.0 funciona na velocidade máxima do barramento. Na placa anterior ela estava limitada ao PCIe 1.1.

O PCI Express 4.0 segue a tradição e é duas vezes mais rápido que o anterior. Assim um SSD NVMe x4 conectado em um slot PCIe 4.0 tem uma velocidade de transmissão de 8GB/s, comparado a um slot PCIe 3.0, com rastejantes 4GB/s.

Hoje poucos SSDs utilizam o PCIe 4.0, que ainda é bem novo, mas no futuro...

O kit (Crédito: Carlos Cardoso / MeioBit)

Memória

Memória 4 x DIMM, máximo de 128GB , DDR4 4600(O.C)/4400(O.C)/4266(O.C.)/4133(O.C.)/4000(O.C.)/3866(O.C.)/3733(O.C.)/3600(O.C.)/ 3466(O.C.)/3333(O.C.)/3200/3000/2800/2666/2400/2133 MHz Un-buffered

Sim eu sei, 640KB é mais que suficiente para qualquer um, 8GB também, mas pra quem quer abrir mais de 6 abas do Chrome, e rodar muita coisa simultaneamente, 16GB é um bom número. Eu inicialmente planejei 32GB, mas como um dos pentes de DDR4 2666 veio com defeito, rodei com apenas 8GB, feito um neandertal, e tudo funcionou muito bem. Swap em disco com NVMe PCIe 3.0 é um doce.

No momento estou com 24GB de RAM (sem piadas, 5ª série) e a máquina está BEM confortável, mas não é recomendado. Estou perdendo performance, pois a memória não está sendo acessada em modo dual channel. Vou comprar em breve mais 8GB, fechar em 32 e isso será mais que suficiente por alguns anos, mas ter capacidade de expansão para 128GB é muito... tranquilizador.

Gráficos:

1 x DisplayPort 1.2

1 x HDMI 2.1([email protected])

A Asus Tuf Gaming B550M-Plus vem com hardware para conexão de vídeo, mas depende da CPU ter suporte, como a Ryzen 5 3400G, que vem com uma GPU RX Vega 11 integrada, mas sejamos sinceros você não quer uma CPU com GPU integrada. Ninguém merece uma CPU com GPU integrada. Talvez Hitler.

Isso é uma deficiência, ter gráficos on board, por mais simples que sejam é ótimo na hora de identificar problemas e na configuração inicial da máquina. Bolas, mesmo a M4N68T-M LE vem com uma ATI qualquer coisa, e evita você testar uma GPU cara em uma placa suspeita.

Internamente a Tuf vem com um slot PCIe 4.0 x 16 pra sua GPU principal, e um slot PCIe 3.0 x 16 para uma GPU secundária, podendo suportar a Tecnologia AMD 2-Way CrossFireX. Também vem com um slot PCIe 3.0 x1 se você realmente precisar espetar uma placa de rede, wifi ou whatever.

Armazenamento

É aqui que a Asus Tuf Gaming B550M-Plus brilha. Ela vem com quatro portas SATA de 6Gb/s, e dois slots M.2, um PCIe 4.0 x4 com 64Gb/s de velocidade de transferência, e outro PCIe 3.0 x4, com 32Gb/s. Mas não é só isso. Cada um dos slots suporta dispositivos de armazenamento no formato 2242/2260/2280 (modos PCIE x4 & SATA), ou seja: temos flexibilidade no tipo de SSD que podemos utilizar, de acordo com seu orçamento e necessidade.

Painel Traseiro

A Tuf vem com ofertas bem diversas em conectividade, no painel traseiro:

  • 1 porta(s) PS/2 para teclado ou mouse
  • 1 x DisplayPort
  • 1 x HDMI
  • 2 x porta(s) USB 2.0
  • 5 x conector(es) de áudio
  • 4 x porta(s) USB 3.0 (azul) Tipo-A
  • 1 x LAN (2.5G) port(s)
  • 2 x USB 3.2 Gen 2 (Azul turquesa) (1 x Tipo-A+1 x USB Tipo-C®)
  • 1 x Saída Óptica S/PDIF
  • 1 x Botão USB BIOS Flashback™

É decente, não chega a ser meh, mas é um painel limitado, admito. (Crédito: Carlos Cardoso / MeioBit)

Não é nada de outro mundo, mas a conexão USB 3.2 Gen 2 de 10Gb/s é uma boa adição, ainda mais quando for preciso descarregar vídeos pro celular, ou conectar discos externos. No mínimo ela é o dobro da USB 3.0 em termos de velocidade.

Conexões Internas

Temos conectores para 4 portas USB 2.0, duas USB 3.2 Gen 1, dois conectores Aura RGB e os outros conectores tradicionais, como áudio, COM, etc. Além de um conector SPI TPM para aqueles dias em que você precisa de um módulo de armazenamento de certificados digitais de segurança.

Fora isso temos parte do chassis da placa com iluminação RGB, que não chega a ser discreta mas também não é carnavalesca. Fica até, admito, bonita.

MISC

A Asus Tuf Gaming B550M-Plus vem com parafusos de fixação dos SSDs M.2, e uma tampa de slot que serve como dissipador para o segundo SSD, o primeiro fica exposto mas como recomendei na resenha, é de bom-tom comprar um dissipador pro bichinho, se você mora em regiões mais tropicais.

Há uma versão com WIFI, mas WIFI em desktops não faz muito sentido, até hoje nada supera uma boa e velha e estável conexão cabeada. No caso a Tuf vem com uma porta Ethernet 2.5Gb mas sendo honesto nunca vi hardware 2.5Gb vendendo. Finja que ela é uma porta Gigabit Ethernet, compre um roteador ou switch decente, e tudo funciona.

Conclusão:

A Asus Tuf Gaming B550M-Plus é uma placa extremamente versátil. A R$992,80 (Valores de maio/2021, Rio de Janeiro) ela está na faixa mais alta das placas intermediárias, mas logo acima chegam as placas caras ruins, então a decisão é ter uma placa intermediária muito boa.

Ela tem potencial para durar cinco anos fácil, entre upgrades e atualizações. Eu duvido que em 2026 estejamos usando mais de 128GB de RAM, e que 8GB/s de transferência seja considerado muito lento para um SSD.

A praquinha é danada de bonita. (Crédito: Carlos Cardoso / MeioBit)

É a placa ideal para um PC Gamer? Talvez não, faltam mais conexões RGB e “Xtremes” na caixa. Também não é a placa ideal para quem faz uso discreto do computador, com web e Youtube eventual. Para quem precisa de agilidade, quer eliminar todos os gargalos e sabe que se precisar rodar Crysis editar um vídeo em 4K ou fazer streaming com captura de vídeo e outros recursos, o poder está ali, esperando.

Cotação:

5/5 Jumpers, que ainda existem em placas-mãe modernas.

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