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Forza Horizon poderia ter sido um novo Project Gotham Racing

Imagine um mundo em que não existisse o Forza Horizon e a série Project Gotham Racing tivesse recebido outras continuações. Pois ele poderia ter existido

14/06/2022 às 9:29

A indústria de games está repleta de história do tipo “E se…?” e uma das últimas a chegar ao nosso conhecimento fala sobre uma reunião que poderia ter representado o retorno de uma série de corrida que fez algum sucesso durante a primeira década dos anos 2000, a Project Gotham Racing. Porém, se hoje alguns fãs lamentam o desaparecimento da franquia, o conforto está em ela ter dado espaço a um nome que se tornou um dos melhores jogos de corrida estilo arcade.

Project Gotham Racing

Crédito: Divulgação/Bizarre Creations

Quem contou o caso foi Trevor Williams, cofundador da Playground Games, durante uma entrevista ao site GQ. Segundo ele, após se deslocar da Inglaterra até um restaurante na cidade de Los Angeles, o game designer se encontrou com os criadores da série Forza Motorsport com a intenção de propor um recomeço para o Project Gotham Racing, mas a reunião não acabou da maneira como o sujeito esperava.

Após ouvir os planos de Williams, Alan Hartman e Dan Greenawalt deixaram claro que não tinham interesse em ressuscitar aquela franquia. Porém, logo após o balde de água fria que a equipe da Playground Games recebeu, eles teriam uma chance de garantir um contrato.

“Foi uma daquelas histórias em que o bife se transforma em cinzas na sua boca e eu estava pensando, ‘como vamos pagar os voos para casa?’,” contou Williams. “Após cinco minutos o Alan estava tipo, ‘o que vocês farão com o Forza? Para onde poderão levar o Forza?’ E sugerimos o que literalmente se tornou o Forza Horizon, praticamente em um guardanapo.”

Hoje só podemos especular o que teria acontecido caso a Turn10 aceitasse a proposta de Trevor Williams. Vale notar que a Playground Games foi fundada em 2010, com o primeiro Forza Horizon tendo aparecido no Xbox 360 dois anos depois. Portanto, a Microsoft estava deixando nas mãos de uma estúdio recém-formado uma das suas principais marcas, num negócio que poderia ter dado muito errado.

Crédito: Reprodução/Yearman/MobyGames

Lembro até do burburinho causado quando esse spin-off foi anunciado e eu mesmo fui um que torceu o nariz para o caminho que a franquia estava tomando. Como ela era conhecida por se aproximar da simulação, me parecia estranho pensar num Forza com uma jogabilidade mais casual e que se passasse num mundo aberto, mas assim como muitos dos fãs mais conservadores, eu estava errado.

Além do Forza Horizon ter se mostrado um jogo extremamente divertido, ele foi ganhando qualidade a cada lançamento e para algumas pessoas, hoje a série é até melhor que a sua coirmã. Eu não gosto da comparação, pois considero jogos bem diferentes, mas o fato é que os títulos da Playground ajudaram a fortalecer o nome Forza e permitiram que até quem não gosta de simulação se divertisse com a marca.

O sucesso alcançado por eles foi tão grande, que em 2018 a Microsoft decidiu adquirir a desenvolvedora, fazendo dela mais uma a atuar sob o nome do Xbox Game Studios. Ao todo a série Forza Horizon já rendeu cinco capítulos e agora a Playground Games está trabalhando em um novo Fable. Mas será que eles conseguirão repetir a qualidade em um jogo que não é de corrida? Enfim...

Da ascensão ao esquecimento em apenas sete anos

PGR 2, para o primeiro Xbox (Crédito: Divulgação/Bizarre Creations)

Hoje o nome Project Gotham Racing (ou apenas PGR) pode não significar muito para as gerações mais novas, mas quando a série surgiu, ela fez a alegria de muita gente, ainda que chamada de outra forma.

Desenvolvida pela Bizarre Creations e publicada pela Sega, a série nasceu no Dreamcast no ano 2000 como Metropolis Street Racing e rapidamente chamou a atenção pelas recriações de Londres, São Francisco e Tóquio, além da boa jogabilidade e gráficos acima da média.

Impressionados com o resultado e querendo títulos que ajudassem a vender seu novo console, a Microsoft se aproximou do estúdio inglês e pediu que eles criassem uma continuação. Assim como no antecessor, Project Gotham Racing incentivava o jogador a pilotar de maneira agressiva, realizando ultrapassagens ou derrapando nas curvas, o que lhe garantiria pontos Kudos.

Sendo um dos jogos a aparecerem no lançamento do primeiro Xbox, ao lado do Halo: Combat Evolved ele ajudou a mostrar o poderio daquele videogame. Naturalmente, o interesse do público abriria as portas para uma continuação para o próprio Xbox e outra duas para o Xbox 360, com o Project Gotham Racing 4 tendo sido lançado em 2007.

Depois a Microsoft até tentou emplacar a marca nos dispositivos mobile ou lançando o Project Gotham Racing: Ferrari Edition para o Zune HD, mas isso foi lá em 2009 e sem muito sucesso. Desde então a franquia tem permanecido adormecida e considerando a importância que a Forza Horizon adquiriu nos últimos anos, parece pouco provável que os responsáveis pelo PGR voltem a se interessar por ela. Para a franquia, talvez o melhor fosse ela ser vendida para outra empresa.

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