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AMD Vision e a filosofia do 'quem se importa?'

AMD pretende mudar a forma com que compramos PCs. Ao invés de basear-se nas especificações, compraremos computadores baseados no que eles são capazes de fazer.

10 anos atrás

Há tempos a frequência deixou de ser parâmetro único e irrefutável para mensurar o desempenho dos processadores. Outros fatores, como cache e formas de acesso à memória contam muito, e fazem com que modelos de frequências mais baixas sejam muito mais rápidos que outros que beiram os 4 GHz. Pentium 4 e linha Core 2, ambos da Intel, estão aí para provar isso.

Com a popularização dos PCs, a situação fica ainda mais complicada devido ao contato que muitas "pessoas normais" estão tendo com esse universo. Esse perfil está longe de conhecer o último modelo mega-ultra-power da AMD ou Intel, ou qual processador dissipa menos calor e oferece maior desempenho. Ele só quer algo que funcione, que faça o que ele quer, o que na maioria das vezes traduz-se em necessidades básicas. Computadores velozes para rodar Crysis a 30 fps são exceção; o padrão, hoje, são máquinas simples, para fazer o trabalho da escola e acessar o orkut.

Pensando nisso, a AMD desenvolveu um "selo", uma nova marca, obviamente baseada em seus processadores, batizada AMD Vision. Através dela, integradores como HP, Dell e Acer, venderão seus equipamentos em "classes", definidas de acordo com o que o processador da máquina em questão é capaz de fazer.

Numa análise mais clara, a AMD propõe que, ao invés de especificações, os fabricantes ofereçam informações aos seus clientes. Para o Joãozinho que vai à Casas Baianas comprar seu primeiro PC, o que importa mais saber: se o computador roda filmes em DVD, ou se vem com um Core 2 Solo U3500 ULV? Contenha-se, pense com a cabeça do Joãozinho. Ele só quer saber se roda seus filmes comprados no camelô.

A marca Vision oferece quatro classes, desde a mais simples, chamada apenas Vision, passando pela Vision Premium, capaz de rodar games mais atuais e exibir vídeos em alta definição; Vision Ultimate, para jogos mais complexos e edição multimídia (áudio, vídeo e imagens), até chegar à Vision Black, máximo desempenho para jogos, edição de vídeos em alta definição e suporte a "megatasking", que pela posição em que aparece na tabela abaixo, deve ser alguma variação superior-marketeira de multitarefa.

AMD Vision.

AMD Vision.

No evento de apresentação da marca Vision, foram anunciados 135 notebooks, mirando a volta às aulas e, mais à frente, as festividades de fim de ano. A nova estratégia de diferenciar processadores pelo que eles são capazes de fazer será abrangida em portáteis e desktops.

Não é a primeira vez que a AMD faz algo do tipo. Na era dos Athlon XP, a empresa abandonou a frequência como identificador de desempenho, passando a usar o TPI para tal. Quanto maior o número, mais rápido/melhor o desempenho. A ideia foi bem aceita, e mais tarde copiada pela Intel. Será que, novamente, a AMD terá condições de mexer na forma como os processadores são classificados?

Fonte: BetaNews.

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