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App de Raio-X em Realidade Aumentada–Um fail com grande potencial

10 anos atrás

Moosejaw X-Ray App from Gary Wohlfeill on Vimeo.

Depois da linda aplicação de realidade aumentada da National Geographic agora é a vez dessa bobeirinha da Moosejaw, uma loja online de roupas, totalmente sem graça. No vídeo acima você vê a proposta: Um iPad, iPhone ou Android rodando a aplicação visualiza as páginas do catálogo da empresa, e quando passa por cima de alguma modelo vestida até as orelhas, exibe a mesma pose mas com a guria de lingerie.

Isso teria graça se catálogos não tivessem seção de lingerie, ou se fosse possível usar a aplicação em gente de verdade, igual aos óculos de Raio-X que anunciavam nos gibis.

selena Na prática há poucas formas de ver os outros sem roupa que não envolvam vodca ou tequila, e mesmo o escândalo de anos atrás quando descobriu-se que as câmeras Sony com nightvision podiam ser enganadas e visualizar debaixo dos maiôs das japinhas se mostrou exagerado. Eu sei, eu tenho uma Sony com nightvision.

Um outro método que funciona mais ou menos envolve alterar os níveis de cor da imagem no Photoshop. É uma técnica interessante, usada em fóruns de celebridades e se baseia na idéia de que uma fotografia traz mais informação do que nossos olhos conseguem ver. São variações de tons muito próximas, causada por contornos e mudanças de cor no corpo debaixo da roupa da modelo.

Melhor: essas variações podem ser intensificadas digitalmente. Um bom exemplo (e tutorial) é este vídeo aqui, mas cuidado, é NSFW, seu chefe não vai gostar, mesmo que você o esteja assistindo em nome da Ciência!

Não é nada difícil escrever uma aplicação de celular que manipule tons, cores e contraste em tempo real, em busca do mesmo efeito de transparência.

Prevejo que uma aplicação assim surgirá (se é que já não existe) no Japão.

Aí entra a grande questão: Sua privacidade vai além do espectro visível? Quem compra uma foto tem direito a todos os pixels? A imagem acima, da bonitinha Selena Gomez é perfeitamente legítima, correta e honesta, mas após a devida manipulação de níveis de cores ela mostra aquilo que só o Justin Bieber teria visto se não tivesse fechado os olhos e gritado “xô bicho feio!”.

Não estamos falando de fakes, mas de intensificar informação existente na imagem. Qual o limite, já que essa técnica cai na área de tratamento de imagem?

A tecnologia que soluciona problemas também os cria, e hoje só a falta de tempo ou vontade impede alguém de criar uma App que deixaria a maioria das convidadas em uma festa nuas com a mão no bolso.

Será possível impedir que alguém manipule os fótons que você reflete? Até onde vai o direito de imagem, se for para “consumo próprio”?

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