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Microsoft decreta o (futuro) fim dos plugins. Real Networks protes-BUFERING…..

8 anos e meio atrás

bufferingQuando o HTML era tão limitado que a gente apelava para gambiarras como layout em tabelas os plugins surgiram para suprir a demanda por conteúdo rico, e com isso apareceram o Flash, o ActiveX, Realmedia e tantos outros, incluindo plugins 3D, plugins de jogos e até plugin do Google Earth.

Isso criou um Apartheid que só se fez sentir quando a Internet Móvel saiu da era patética do Wap. Quando os Nokias começaram a acessar de forma semi-decente websites, nada funcionava. Logo surgiram sites específicos, mas de quê adianta um site com 10% do seu conteúdo, se o consumidor quer tudo, tudo?

O GRANDE salto de “acessibilidade” online que foi o iPhone mostrou que era possível um mundo sem plugins. Quem acessa Internet via iPad ou via tablet Android (quando não está demonstrando a “maravilha” do Flash) reconhece o benefício de um acesso mais rápido, com menos coisas dando pau e menos preocupações de segurança.

Excelente,mas isso é no Mobile. E no desktop?

O uso de plugins tem diminuído bastante. Só vejo Realmedia em sites de governo, quando em nunca acho um site com Quicktime 3D e VRML continua sendo a piada de trocentos anos atrás quando me ofereceram escrever um livro sobre essa bagaça.

Agora em uma atitude ousada ou conveniente, depende do ponto de vista, a Microsoft decreta o Fim dos Plugins no Internet Explorer 10 rodando em Metro, no Windows 8.

Segundo este post no blog oficial do ie10, se o desenvolvedor quiser utilizar plugins no desktop terá que especificar no HTML, e o Metro abrirá uma janela oferecendo para mudar para o Internet Explorer 10 desktop, mais parecido com o bom e velho IE que todos conhecemos e amamos.

Isso, claro, não funcionará nos tablets Windows 8, nem no iPad, nem no Galaxy Tab, nem mesmo no Tuxphone.

A Apple não tem interesse NENHUM em enfiar plugins no iPad. No Safari desktop mais tolera do que suporta. O Google, depois do fracasso do Flash no Android também não tem interesse em poluir a experiência decente de sua navegação mobile. NENHUM serviço da empresa depende de plugins, então não há motivo para defenderem a tecnologia.

A remoção da estrutura de suporte a plugins em um futuro próximo resultará em navegadores mais rápidos e mais seguros, além de menos fragmentação de conteúdo. Que seja uma daquelas decisões de mercado que uma empresa toma e todas as outras vão atrás.

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