US$ 2 mil para quem criar drivers livres para Kinect: valendo!

Paulo Graveheart
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O Kinect, lançado oficialmente no Brasil ontem, é uma “extensão” do Xbox 360, que com duas câmeras captura o movimento dos jogadores e transforma em ações dentro do jogo. Mas segundo a empresa desenvolvedora de hardware open-source Adafruit, isso não é o suficiente. O Kinect deveria estar disponível em qualquer plataforma e para usos diversos, não apenas para uma plataforma de jogos.

Pinguim com Kinect? Quem sabe.

Por isso, o primeiro que desenvolver drivers de código livre para o todo poderoso e comentado Kinect poderá levar para a casa um prêmio no valor de US$2.000,00 oferecido pelos líderes Adafruit, Limor Fried e Phillip Torrone. Em uma entrevista, Torrone chegou a dizer que o software em que o Kinect é baseado é “fantástico e não deveria estar limitado ao Xbox 360”. Daí a criação da recompensa para os desenvolvedores. A regra é simples: a primeira pessoa ou grupo que subir o código, exemplos de uso e uma documentação legível sob uma licença livre para o GitHub (e avisar os responsáveis) leva a grana.

A Microsoft, obviamente, não gostou muito da idéia. Um porta-voz da empresa disse em estrevista à CNET que “A Microsoft não tolera a modificação de seus produtos” e que a empresa “criou várias travas de segurança tanto no hardware quanto no software destinados a reduzir as chances de modificação do aparelho”. Tais travas de segurança, continua o porta-voz, “continuarão a ser atualizadas e a Microsoft continuará trabalhando com a ajuda da lei e de grupos de segurança para evitar modificações no Kinect”.

Pessoalmente, acredito que essa é a evolução natural do Kinect e se a Microsoft achou não aconteceriam tentativas de hackear o Kinect, foi muito ingênua. Um sistema de reconhecimento facial e de movimentos como o desse sensor poderia ter milhões de usos, dos mais simples (apagar a luz ao sair do recinto) aos mais dufuturo (fisioterapia e outras áreas médicas). Eu mesmo, ao ver uma apresentação do Kinect no TechEd 2010 imaginei uma solução que transformasse o Kinect em um controlador de media centers. Quem não ia querer controlar a música da festa ou a exibição de fotos da viagem apenas com movimentos?

Tecnicamente, imagino que é uma questão de fazer como o Wine, através de engenharia reversa. Ou seja, se você entra com um comando X e ele retorna Y, então TEORICAMENTE ele internamente faz Z. Aí é só escrever as instruções que façam Z, e você tem um programa que acessa o Kinect.

Agora é esperar pra ver as novidades. 🙂

Com informações: CNET

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