Macbook Pro 13 com tela Retina é desmontado pelo iFixit

Entranhas do novo computador da Apple não trazem boas notícias.

João Brunelli Moreno
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Com seu corpo construído inteiramente em alumínio, os modelos de Macbook Pro agradam os admiradores da Apple por serem tão sólidos quanto uma pedra. O novo modelo do Macbook Pro de 13 polegadas com tela Retina, anunciado pela Apple essa semana, segue essa mesma linha de pensamento sólido não só na construção: dissecado pelo iFixit, o computador pode receber tantos upgrades quanto um bloco de mármore.

Equipado com processador Intel Core i5, 8 GB de RAM, 256 GB de armazenamento SSD e a sua falada tela de 13 polegadas com resolução de 2560 x 1600 pixels, o modelo não apresentou muita resistência para ser aberto. Como de hábito, apenas alguns parafusos fixavam a parte inferior de seu chassi e revelaram duas baterias (fixadas ao hardware com cola) e o trackpad.

Tá bravo por que? (Crédito: iFixit.com) | Clique para ampliar

Curiosamente, constataram que o modelo tem um tipo de palha de aço sobre os parafusos dos alto-falantes, colocados lá provavelmente para aterramento, redução de ruído ou como discreta evidência que indique que a máquina tenha sido aberta.

A unidade de armazenamento SSD é fornecida por uma empresa chamada Samsung, da qual ninguém nunca ouviu falar. Abaixo dele, um espaço vago capaz de abrigar um HD de 2,5 polegadas. “Esse espaço vazio é bem curioso. Não é normal vermos espaços livres dentro dos últimos lançamentos da Apple”, comenta o iFixit.

SSD do Macbook Pro 13: escondido embaixo do trackpad (Crédito: iFixit) | Clique para ampliar

A exemplo de seu irmão com tela de 15 polegadas, o Macbook Pro 13 Retina tem sua unidade de memória RAM soldada na placa mãe, sem slots para atualizações. Isso significa que é simplesmente impossível adicionar mais memória ao modelo ou substituir pentes caso a unidade apresente um defeito. Uma queima de memória fora da garantia provavelmente levará o computador para o lixo.

Por esses e outros motivos, o Macbook Pro 13 Retina conseguiu índice de reparabilidade de 2 numa escala que vai até 10 (quanto maior o número, melhor). Ironicamente, este índice é muito menor que os registrados pelo iPhone 5 (que conquistou um 7), invertendo a lógica de que dispositivos de mão são impossíveis de serem consertados.

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