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Equipe vencedora do torneio mundial de DotA 2 leva US$ 1,4 milhão para casa

Premiações milionárias, reconhecimento do governo e atletas profissionais: os eSports estão ficando maduros

Renata Persicheto

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Após uma semana corrida e sem paradas, o The International 2013, torneio promovido pela Valve a fim de definir um campeão para seu recém-lançado DotA 2, chegou ao fim neste domingo (11). A finalíssima aconteceu em Seattle, nos Estados Unidos, e precisou de 5 partidas para que a equipe Alliance, da Suécia, fechasse a conta por 3×2 em cima dos ucranianos Na’Vi.

Com bastante sintonia entre o grupo e uma disciplina invejável, a Alliance faturou o grande prêmio de US$ 1,4 milhões. Já os segundo colocados, da Na’Vi, tiveram de se contentar com o montante de US$ 600 mil, um singelo valor de consolação.

DotA 2 (abreviação para “Defense of the Ancients”) foi lançado em julho passado para Windows, Mac e Linux, após uma quase interminável fase beta. Na terceira edição de seu campeonato oficial – que, para o espanto de todos e esperança geral da nação, não teve nenhuma equipe de descendência asiática no pódio -, a Valve apostou pesado e ofereceu mais de US$ 2,8 milhões em sua premiação total.

Como é possível uma repercussão tão alta em torno de um jogo simples de computador? A recente explosão dos eSports explica.

Em um planeta de fanáticos por futebol, beisebol, basquete e até mesmo tênis de mesa, fica claro que um dos instintos mais fortes do ser humano é o da competição – logo, nada mais natural do que ele atingir os mais diversos nichos.

Fundado em 2002, o Major League Gaming (MLG) vem sendo um grande contribuidor para a ascensão dos jogos online. Com torneios de StarCraft 2, Halo e Call of Duty, o circuito se focou em revelar as equipes mais talentosas nestes jogos e, então, profissionalizá-las.

Em 2011, o jogo League of Legends também foi adicionado ao rol de eSports da liga profissional do MLG, colaborando tanto para o aumento da força do jogo, quando do torneio. O resultado disso? Há pouco mais de um mês, o governo americano reconheceu o título como um esporte oficial e seus jogadores profissionais como atletas, garantindo assim que estes consigam mais facilmente o visto para entrar no país em temporadas de campeonato. Nick Allen, gerente de eSports da Riot Games, a responsável pela febre League of Legends, falou mais sobre o assunto em entrevista ao site Gamespot, caso alguém queira se aprofundar mais.

O primeiro caso em que a medida foi aplicada e um atleta de eSports foi reconhecido no país aconteceu no último dia 7 de agosto, quando Danny ‘Shiphtur’ Le, canadense da equipe Team Coast, conseguiu a documentação necessária para poder exercer nos Estados Unidos o posto de  jogador profissional de League of Legends, que lhe dá o direito também de receber oficialmente um salário por isso.

Crocante, não? Talvez seja o momento de repensar e avaliar se suas horas dedicadas a um jogo não poderiam render alguma coisa – alguns milhões de dólares, por exemplo.

Com informações: Polygon, LA Times