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Brendan Eich renuncia ao cargo de CEO da Mozilla após ser acusado de homofobia

Emerson Alecrim

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Durou pouco mais de uma semana a permanência de Brendan Eich no cargo de CEO da Mozilla. Depois de numerosas manifestações contrárias à sua posição à frente da organização em virtude de sua (aparente) postura homofóbica, o executivo renunciou ao posto nesta quinta-feira (3). O anúncio foi feito por Mitchell Baker, chairwoman da Mozilla.

As manifestações “anti-Brendan Eich” aconteceram inicialmente em 2012, mas voltaram à tona com o anúncio do executivo para o posto máximo da Mozilla. No referido ano, tornou-se pública a informação de uma doação de US$ 1.000 que Eich fez em 2008 à “Prop 8”, uma iniciativa da Califórnia, nos Estados Unidos, que virou lei e impede o casamento entre pessoas do mesmo sexo naquele estado.

Para muita gente, uma entidade com propósitos tão abertos quanto a Mozilla não pode ser liderada por alguém com este tipo de postura. Como consequência, vimos nos últimos dias desenvolvedores e ex-colaboradores da Mozilla se manifestando contra Brendan Eich, protestos como o promovido pelo site de relacionamentos OkCupid e até petições online defendendo a renúncia do executivo.

Brendan Eich: CEO por uma semana

Brendan Eich: CEO por uma semana

Em suas manifestações a respeito do assunto, Eich tentou manter suas convicções pessoais longe dos interesses da Mozilla, dizendo, por exemplo, que ele se compromete a assegurar que organização continue sendo um lugar que acolhe a todos, independente de orientação sexual, raça, religião e outros aspectos.

Mas não teve jeito: a repercussão do assunto alcançou proporções tão grandes que a direção da Mozilla (incluindo o próprio Eich, aparentemente) decidiu reaver o cargo antes que o estrago se torne maior e, talvez, irreversível. “Sabemos que as pessoas estão magoadas e com raiva e elas estão certas”, argumenta Baker no comunicado.

A despeito do ponto de vista dos que defendiam ou eram contrários à permanência do executivo no cargo de CEO, o desfecho desta história é, nas palavras da própria Mozilla, “doloroso”: além de ser conhecido como o “pai do JavaScript”, Brendan Eich esteve envolvido com a organização desde o seu início e, portanto, a sua longa experiência era tida como valiosa para o futuro do Firefox e dos demais projetos da entidade.

De acordo com Mitchell Baker, a Mozilla ainda está discutindo quem será o seu novo líder. Ainda não está claro se Brendan Eich continuará tendo alguma participação na organização.  A assessoria de imprensa da Mozilla afirmou que a empresa não dará entrevistas.