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A maioria dos apps de VPN para Android não é muito segura

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Paulo Higa
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Os serviços de VPN possuem inúmeras funções. Tem gente que usa para burlar restrições geográficas ou bloqueios de sites, mas a maioria das empresas tenta vendê-los como uma solução para acessar a internet com mais segurança e privacidade. O problema é que um estudo com 283 aplicativos de VPN para Android mostra que a maioria deles não é segura.

O dado mais alarmante é que 18% das VPNs nem sequer criptografam o tráfego que passa pelos servidores, o que deixa os usuários sujeitos a ataques man-in-the-middle — a conexão entre seu computador e seu internet banking pode ser interceptada, e seus dados bancários podem acabar chegando nas mãos de um criminoso, por exemplo.

Segurança

A maioria das VPNs (84%) ainda não lida bem com o protocolo IPv6, vazando o tráfego dos usuários. Segundo a pesquisa, esses serviços podem comprometer o anonimato de quem utiliza o serviço, abrindo brecha para que uma pessoa mal intencionada monitore (ou até mesmo manipule) os dados enviados ou recebidos pelo seu Android.

Segurança, aliás, não parece ser o forte dos aplicativos de VPN para Android, já que nove deles têm mais de 500 mil instalações na Play Store (um deles tem mais de 5 milhões!) e são detectados como maliciosos ou intrusivos pelo VirusTotal — um serviço que escaneia o aplicativo com dezenas de antivírus diferentes. Estas são as opções famosas que você deveria evitar:

  • EasyOvpn: mais de 5 milhões de instalações, 4,2 estrelas
  • VPN Free: mais de 1 milhão de instalações, 4,0 estrelas
  • Tigervpns: mais de 1 milhão de instalações: 4,1 estrelas
  • CM Data Manager: mais de 1 milhão de instalações, 4,3 estrelas
  • DNSet: mais de 500 mil instalações, 4,0 estrelas
  • Rocket VPN: mais de 500 mil instalações, 4,2 estrelas
  • Globus VPN: mais de 500 mil instalações, 4,3 estrelas
  • Spotflux VPN: mais de 500 mil instalações, 4,0 estrelas
  • CyberGhost: mais de 500 mil instalações, 4,0 estrelas

E como em casa de ferreiro o espeto é de pau, entre os 67% dos serviços de VPN que afirmam “melhorar” sua privacidade, bloqueando cookies de monitoramento ou propagandas direcionadas, por exemplo, 75% se utilizam de técnicas para rastrear o que você faz na internet.

O estudo completo, que mostra até mesmo os protocolos de VPN e as empresas de hospedagem mais utilizadas pelos serviços, pode ser lido na íntegra neste PDF.

Paulo Higa

Editor-executivo

Paulo Higa é jornalista, com MBA em Gestão pela FGV e uma década de experiência na cobertura de tecnologia. Trabalha no Tecnoblog desde 2012, viajou para mais de 10 países para acompanhar eventos da indústria e já publicou 400 reviews de celulares, TVs e computadores. É coapresentador do Tecnocast e usa a desculpa de ser maratonista para testar wearables que ainda nem chegaram ao Brasil.

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