A solução para as redes móveis congestionadas em eventos pode estar nos drones

Lucas Braga
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Você está em uma final no Maracanã, pagou caro pelo ingresso e quer compartilhar o momento com seus amigos, mas se decepciona ao ver que o serviço celular não está funcionando. Por mais que as operadoras se esforcem, nem sempre é possível chegar com antenas tão próximas desses locais. A CyPhy Works, uma empresa que fabrica drones, apresentou um drone fixo que pode resolver esse problema.

O PARC (Persistent Aerial Reconnaissance and Communications) é um drone que se mantém ligado com o solo por meio de um cabo. O drone pode ser utilizado para filmagem, vigilância ou até mesmo como antena de 4G. O cabo que conecta o drone até o solo entrega a rede necessária para distribuição de sinal celular e também energia, o que permite um vôo “infinito”.

Ele consegue voar a até 122 metros de altura do solo, mais que o suficiente para a maioria dos eventos. Não é necessário ter muito conhecimento para operar o equipamento, visto que ele é capaz de levantar voo, permanecer no ar e pousar de maneira autônoma.

A base também conta com um gerador de energia integrado, permitindo que o drone pouse com segurança em caso de falta de energia. Além de prover sinal de celular, o PARC possui câmera integrada com alta definição, que seria útil para transmissões ao vivo.

Como bem nota o Recode, o PARC seria uma solução ideal para que as operadoras entregassem o serviço celular de maneira rápida para uma área em situações emergenciais: durante o furacão Sandy, por exemplo, as operadoras demoraram vários dias para restabelecer o funcionamento das antenas, isolando várias pessoas do contato com o resto do mundo.

Atualmente, as operadoras utilizam antenas móveis em vans e caminhões para aumentar a capacidade de comunicação de determinada área, mas nem sempre o sinal é forte o suficiente para funcionar onde é necessário. Será que isso vai vingar?