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Snapchat trabalha em câmeras e drones para provar que vale US$ 20 bilhões

Felipe Ventura

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Grandes empresas de tecnologia são negociadas na bolsa de valores, e o Snapchat vai entrar para esse grupo em breve – ainda hoje, eles vão anunciar o valor inicial de suas ações. Estima-se que o serviço de mensagens efêmeras será avaliado em cerca de US$ 20 bilhões.

Coincidentemente ou não, dois rumores publicados hoje sugerem como a companhia pretende justificar esse valor – e eles não são muito animadores.

Foto por AdamPrzezdziek/Flickr

Segundo o New York Times, a Snap Inc – empresa por trás do Snapchat – trabalhou em criar um drone com câmera. Com ele, o usuário poderia gravar vídeos e tirar fotos, e enviá-los direto para o app. Dado que este seria apenas um experimento da empresa, é possível que o dispositivo nunca chegue aos consumidores.

E, de acordo com o TechCrunch, a Snap Inc explorou criar câmeras de 360 graus, inclusive contratando um especialista em câmeras estereoscópicas. Ela também teria discutido criar uma câmera de ação semelhante às GoPros.

A Snap Inc se redefiniu como uma “empresa de câmeras”, dizendo que quer reinventar esse tipo de dispositivo. Desde o ano passado, ela vem apostando em gadgets: o primeiro foi o Spectacles, par de óculos que gravam vídeo.

Ao mesmo tempo, ela pensa em criar uma câmera de ação? A GoPro – líder nesse segmento – vem sofrendo porque o mercado está saturado.

E quanto a um drone? Poucas empresas conseguem competir com a DJI, que domina metade desse mercado; e mesmo quando conseguem, é um processo sofrido. A 3D Robotics, por exemplo, teve que demitir funcionários no ano passado para se adaptar à concorrência. A própria GoPro teve percalços ao lançar seu drone Karma, que passou por um recall após várias unidades caírem do céu enquanto voavam. (A falha foi corrigida, e ele já voltou ao mercado.)

Quanto a câmeras de 360 graus, talvez a Snap Inc tenha alguma chance. Produtos como a Samsung Gear 360 e a Ricoh Theta não se tornaram sucessos de público, então talvez ainda haja bastante espaço para concorrentes. Mas lançar hardware custa caro, e a empresa vem sangrando dinheiro – ela teve um prejuízo de meio bilhão de dólares no ano passado.

No momento, tenho a sensação de que o Snapchat já atingiu seu pico. A base de usuários passou a crescer mais devagar após o lançamento do Instagram Stories, segundo o TechCrunch. E o Facebook está dedicado a copiar recursos do concorrente para frear seu crescimento – há clones dele também no Messenger e até no WhatsApp.

A menos que o Snapchat tenha uma carta na manga, deve ser difícil justificar um valuation de US$ 20 bilhões por muito tempo. As ações da Snap Inc começam a ser negociadas nesta quinta-feira (2).