Ori é um móvel robótico que cabe em qualquer apertamento

Paulo Higa
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Os imóveis estão cada vez menores nas grandes cidades, por isso, é preciso aproveitar o pouco espaço da melhor forma possível. Pesquisadores do MIT Media Lab, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, pensaram nisso: eles desenvolveram um móvel robótico que cabe em ambientes minúsculos. O Ori pode servir como cama, guarda-roupa, estante ou mesa de trabalho e se transforma ao toque de um botão.

Ele é o produto final de um protótipo conhecido como CityHome, que foi apresentado em 2014 e era controlado por gestos. Na época, a ideia era ter um móvel único que servisse para quase todos os ambientes da casa — inclusive para a cozinha, já que ele também se transformava em uma mesa para preparar alimentos, e para o banheiro, sendo capaz de aumentar o espaço para o banho (é mais fácil de entender no vídeo).

Já o Ori tem três modos principais: cama (no tamanho queen), lounge (o mais compacto possível, para quando você tiver visitas em casa) e guarda-roupa (que permite acesso a todas as portas e gavetas). Diferentes compartimentos são revelados ao toque de um botão no controle do móvel, nos aplicativos para Android ou iPhone, ou por meio de comandos de voz no Amazon Echo.

O móvel robótico funciona conectado à tomada convencional e tem um motor que desliza a cama ou o móvel inteiro em um trilho. Segundo os criadores, ele consome “cerca de um décimo da energia de um secador de cabelo”. Mas e se a energia acabar? Nesse caso, o Ori entra em “modo manual”, e você pode puxar ou empurrar os módulos se necessário.

O Ori estará disponível em algumas cidades dos Estados Unidos e Canadá, mas a empresa trabalha para levá-lo a outros países no futuro. O preço, que já inclui o envio e a montagem, é a partir de US$ 10.000 — no entanto, nesses primeiros meses, a Ori vai trabalhar apenas com grandes incorporadoras, sem venda direta ao consumidor final.

Com informações: Fast Company.

Paulo Higa

Editor-executivo

Paulo Higa é jornalista, com MBA em Gestão pela FGV e uma década de experiência na cobertura de tecnologia. Trabalha no Tecnoblog desde 2012, viajou para mais de 10 países para acompanhar eventos da indústria e já publicou 400 reviews de celulares, TVs e computadores. É coapresentador do Tecnocast e usa a desculpa de ser maratonista para testar wearables que ainda nem chegaram ao Brasil.

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