Operadoras poderão usar Wi-Fi público de São Paulo para desafogar rede móvel

Paulo Higa
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As principais operadoras de celular instalaram Wi-Fi em locais de alta concentração de pessoas para equilibrar o consumo de tráfego e desafogar a rede móvel. Com uma futura parceria da Prefeitura de São Paulo, elas poderão contar com um reforço: os pontos do Wi-Fi público da capital, que já está presente em 120 locais.

A prefeitura abriu uma consulta pública para repassar o Projeto WiFi Livre SP a empresas privadas; atualmente, a manutenção dos pontos de internet gratuita fica a cargo do município. O objetivo é expandir a cobertura sem gerar despesas aos cofres públicos. As empresas responsáveis pela operação do Wi-Fi poderão ganhar dinheiro por meio da exploração de publicidade e venda de banda ociosa.

O projeto, que será rebatizado para Projeto WiFi SP, deverá ser expandido para um total de 531 locais. Além dos 120 atuais, outros 120 já estavam previstos no plano de metas, e a prefeitura incluiu equipamentos públicos municipais na lista, como bibliotecas, clubes, CEUs e centros culturais.

Como aponta o TeleSíntese, as empresas poderão gerar receita com os pontos de Wi-Fi por meio da personalização dos postes e placas indicativas, marketing digital, naming rights e venda de banda ociosa para operadoras móveis, por exemplo. No entanto, elas não poderão fazer traffic shaping ou violar a neutralidade de rede; deverão manter todos os dados dos usuários em sigilo; e ter índice de disponibilidade de 96%.

O leilão que vai definir as novas empresas responsáveis será dividido em quatro lotes, que foram classificados por locais mais ou menos atrativos comercialmente. Para os usuários, a velocidade mínima continuará sendo de 512 kb/s, e as empresas deverão cobrir 50% da área útil de parques ou 70% de praças e edificações públicas.

Todas as informações estão disponíveis no site da Prefeitura de São Paulo. A consulta pública ficará aberta até o dia 17 de agosto.

Paulo Higa

Editor-executivo

Paulo Higa é jornalista, com MBA em Gestão pela FGV e uma década de experiência na cobertura de tecnologia. Trabalha no Tecnoblog desde 2012, viajou para mais de 10 países para acompanhar eventos da indústria e já publicou 400 reviews de celulares, TVs e computadores. É coapresentador do Tecnocast e usa a desculpa de ser maratonista para testar wearables que ainda nem chegaram ao Brasil.

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