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Google desativa Instant Search porque isso não faz sentido no mobile

Paulo Higa
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O Instant Search, recurso do Google que mostrava os resultados à medida que você digitava os termos no campo de busca, foi desativado. O motivo informado pela empresa é simples: ele não faz sentido nos dispositivos móveis.

Nem parece, mas o Instant Search é bem antigo: ele foi anunciado em 2010 como uma “mudança fundamental nas buscas”, como lembra o Search Engine Land. Houve um evento para a imprensa com o único intuito de lançar a funcionalidade, e quem estava no palco era Marissa Mayer, então vice-presidente de experiência de usuário no Google Search.

Só sobrou o autocompletar

Mas é claro que isso consome bastante processamento, e o Instant Search não funciona muito bem nos dispositivos móveis — afinal, enquanto você digita, o teclado virtual do smartphone fica em cima dos resultados instantâneos. Além disso, mais pessoas fazem buscas no Google pelo smartphone do que pelo desktop (desde 2015, na verdade).

Diz o Google: “Desde então [2010], muitas das nossas buscas acontecem no celular, com entradas muito diferentes, e restrições de tela e interações. Com isso em mente, decidimos remover o Google Instant, para que possamos focar em formas de tornar a busca ainda mais rápida e fluida em todos os dispositivos”.

Descanse em paz, Instant Search — mas você não vai fazer muita falta.

Paulo Higa

Editor-executivo

Paulo Higa é jornalista, com MBA em Gestão pela FGV e uma década de experiência na cobertura de tecnologia. Trabalha no Tecnoblog desde 2012, viajou para mais de 10 países para acompanhar eventos da indústria e já publicou 400 reviews de celulares, TVs e computadores. É coapresentador do Tecnocast e usa a desculpa de ser maratonista para testar wearables que ainda nem chegaram ao Brasil.

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