Spotify remove do catálogo bandas com discursos de ódio

Paulo Higa
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O Spotify confirmou que removeu bandas com discurso de ódio do catálogo do serviço de streaming. A empresa tomou a atitude depois de uma publicação do Digital Music News, na segunda-feira (14), que encontrou 37 artistas que publicavam músicas defendendo a supremacia branca.

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A maioria das bandas removidas estava na lista do Southern Poverty Law Center, uma organização americana de advocacia especializada em direitos civis. A SPLC publicou uma lista de artistas com discursos de ódio em 2014, exigindo que a Apple removesse as músicas do catálogo. O iTunes logo atendeu o pedido, mas o Digital Music News notou que, três anos depois, boa parte das obras permanecia no acervo do Spotify.

O serviço de streaming se pronunciou na quarta-feira (16), afirmando à Billbord que “conteúdo ilegal ou material que favorece o ódio ou incita violência contra raça, religião, sexualidade ou algo parecido não são tolerados por nós”. Uma porta-voz do Spotify informou que a empresa tomou medidas imediatas para remover o conteúdo assim que soube do problema.

É mais uma empresa de tecnologia a combater discursos de ódio apenas na última semana, quando uma marcha em Charlottesville (EUA) que atraiu centenas de neonazistas terminou em cenas de terror. Um site neonazista teve seu domínio banido pela GoDaddy e Google Domains; grupos racistas foram expulsos do Facebook e Reddit; e o Discord excluiu contas relacionadas ao desastre de Charlottesville.

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