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Internet fica (mais) lenta no Brasil após furacão Maria passar por Porto Rico

Felipe Ventura

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Desde a manhã desta quinta-feira (21), usuários notaram uma lentidão no acesso a servidores internacionais. Alguns sites demoravam vários minutos para carregar, e um teste simples mostrava até 60% de perda de pacotes para IPs dos EUA. O que aconteceu?

Segundo a Folha, o problema foi causado pelo furacão Maria, um dos mais potentes a atingir o Porto Rico; ele está na categoria 4, em uma escala que vai até 5.

A TIM confirma a instabilidade em nota à Anatel: “o tema está altamente priorizado, com foco no restabelecimento deste tráfego; nesse momento já recuperamos 40% do tráfego que havíamos perdido”.

Às 18h30, a TIM enviou o seguinte comunicado ao Tecnoblog: “ao longo do dia, alguns clientes podem ter percebido instabilidade no acesso a conteúdo de internet devido ao impacto no provedor internacional, que atende a companhia, decorrente de falhas geradas pela sequência de furacões que atingiu a região do Caribe. O tráfego já foi normalizado.”

A TI Sparkle, provedora que faz a comunicação da internet brasileira com o exterior, diz em comunicado aos clientes: “tivemos que desligar a energia de nossos nós na landing station para evitar danos sérios ao equipamento. Isso causa saturação dentro do tráfego de IP que afeta o fluxo internacional para o Brasil”.

Por causa do furacão, o nível da água nas landing stations em Porto Rico está tão elevado “que a equipe foi forçada a desligar os geradores para evitar risco de choques”. Isso teve impacto no Seabone, principal backbone da TI Sparkle. A TIM Brasil usa os serviços da empresa.

A empresa UPX Technologies, especializada em infraestrutura de tráfego e segurança na internet, detalha como o furacão em Porto Rico pôde afetar o Brasil:

Apesar de os cabos submarinos tradicionalmente não serem afetados por furacões, a infraestrutura em solo (as landing stations) estão sujeitas às intempéries da superfície. O nível da água do mar em Porto Rico subiu tanto que a região da landing station foi inundada e os geradores foram desligados por segurança. Outras ilhas vizinhas com infraestrutura (ex.: St. Croix) também passam por problemas semelhantes ou possuem toque de recolher, impedindo o deslocamento de técnicos.

Em nota, Claro/NET e Telefônica dizem que seus serviços não foram afetados. No entanto, usuários dizem que o ping está elevado em conexões da Vivo.

Com informações: Folha, UPX. Atualizado com declaração da TIM.