Boletos vencidos abaixo de R$ 2 mil serão aceitos em qualquer banco em 2018

Felipe Ventura
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• Atualizado há 2 anos

Os boletos bancários estão passando por uma modernização. Eles são registrados em uma entidade central para evitar fraudes, e para liberar pagamentos em qualquer banco — mesmo após a data de vencimento.

Infelizmente, o processo está se desenrolando mais devagar do que o previsto. No caso de boletos vencidos abaixo de R$ 2 mil, você só poderá pagá-los em qualquer banco a partir de 2018. A ideia era liberá-los ainda este mês.

boleto bancário

O que aconteceu? A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) explica que o setor bancário decidiu rever o cronograma original, devido ao volume elevado de documentos no novo sistema — são cerca de 4 bilhões de boletos por ano.

Desde julho, é possível pagar boletos vencidos de valor maior ou igual a R$ 50 mil. E, desde setembro, foram incluídas as contas entre R$ 2 mil e R$ 50 mil. Segundo a Febraban, eles representam 3,7% dos boletos emitidos no país.

Na Nova Plataforma de Cobrança, a empresa emissora precisa identificar o pagador através do CPF ou CNPJ, e também informar o valor do documento, a data de vencimento e as condições de juro e multa. Isso fica registrado na CIP (Câmara Interbancária de Pagamentos).

Dessa forma, você pode usar qualquer banco — incluindo atendimento online ou por telefone — para pagar seus boletos. Se houver juros, o cálculo é feito automaticamente. E se houver alguma divergência, o pagamento do boleto deverá ser feito no banco emissor, que pode fazer as checagens necessárias.

O sistema evita erros no cálculo de juros, previne que uma mesma conta seja paga duas vezes, e reduz o nível de fraudes — criminosos já roubaram milhões de reais modificando boletos. Só falta disponibilizá-lo para a maioria das pessoas.

Com informações: Febraban, G1.

Felipe Ventura

Felipe Ventura fez graduação em Economia pela FEA-USP, e trabalha com jornalismo desde 2009. Começou no TB em 2017 como editor de notícias, ajudando a cobrir os principais fatos de tecnologia, e hoje coordena um time de editores-assistentes e a rotina das editorias. Sua paixão pela comunicação começou em um estágio na editora Axel Springer na Alemanha. Foi repórter e editor-assistente no Gizmodo Brasil.

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