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Google vai impedir que sites usem páginas AMP para enganar leitores

Felipe Ventura

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O Google tem um projeto para acelerar a internet móvel: trata-se do AMP, um formato simplificado para páginas da web. Ele não tem suporte a recursos complexos de JavaScript, e utiliza um cache para carregamento mais rápido.

O AMP vem sendo adotado por diversos veículos de comunicação, incluindo o Tecnoblog, mas alguns sites decidiram usar um “truque” para direcionar os usuários à versão completa — e o Google não gostou.

As páginas AMP têm destaque nas buscas do Google em smartphones: elas aparecem em um carrossel de notícias na parte superior. No entanto, elas têm menos anúncios e menos links para outras partes do site.

Por isso, alguns veículos decidiram colocar apenas uma prévia do seu conteúdo nessa versão mais rápida, com um link no fim para a página original. Dessa forma, eles conseguem prioridade nas buscas do Google e também mais dinheiro de anúncios.

Exemplo criado pelo Google para demonstrar a prática de “teaser” em páginas AMP

O Google quer acabar com esta prática. A partir de fevereiro de 2018, “quando encontrarmos uma página AMP que não contém o mesmo conteúdo crítico que a equivalente original, vamos direcionar nossos usuários para a página original”, diz a empresa. O webmaster será avisado disso.

O AMP já passou por outros problemas. Hackers usaram o recurso para tentar enganar usuários e invadir contas do Gmail. Além disso, o link para a versão original — que deveria aparecer na parte superior — nem sempre é carregado, exigindo que o usuário modifique a URL manualmente para acessá-la.

Com informações: Google, The Verge.