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Correios acusam lojas chinesas de burlarem regra para pagar menos tarifas

Paulo Higa
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As lojas chinesas normalmente cobram fretes baixos para compradores no Brasil e muitas vezes oferecem entrega grátis para itens menores. Mas isso pode estar com os dias contados: os Correios acusam os comerciantes de burlarem as regras para pagar tarifas mais baixas.

Segundo o Estadão, os Correios afirmam que a China envia mercadorias para o Brasil por carta simples, uma modalidade restrita a papeis, CDs e pendrives com finalidade de comunicação pessoal. Pelas regras, as mercadorias deveriam chegar ao país como se fossem cartas registradas, pagando uma tarifa maior.

A diferença nas tarifas entre as modalidades pode pesar no bolso: dentro do Brasil, o envio de uma carta simples custa de R$ 1,85 (20 gramas) a R$ 9,90 (500 gramas), enquanto uma registrada tem preço de R$ 6,85 a R$ 14,90 nos mesmos pesos. O envio pode subir para até R$ 25,80, dependendo dos serviços adicionais contratados.

Em 2017, os Correios devem entregar 43 milhões de encomendas vindas da China, gerando um faturamento de R$ 295 milhões, mas o valor poderia ser maior se os chineses não fizessem a manobra comercial. Por isso, a estatal fará uma reclamação formal aos órgãos postais internacionais para que as lojas utilizem a modalidade correta.

Enquanto isso, os Correios mergulham em uma crise financeira pelo quinto ano consecutivo. A empresa fecha o ano no vermelho desde 2013. Neste ano, a estimativa é ter prejuízo de R$ 1,3 bilhão.

Paulo Higa

Editor-executivo

Paulo Higa é jornalista, com MBA em Gestão pela FGV e uma década de experiência na cobertura de tecnologia. Trabalha no Tecnoblog desde 2012, viajou para mais de 10 países para acompanhar eventos da indústria e já publicou 400 reviews de celulares, TVs e computadores. É coapresentador do Tecnocast e usa a desculpa de ser maratonista para testar wearables que ainda nem chegaram ao Brasil.

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