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Venezuela quer lançar criptomoeda para sair da crise

Felipe Ventura
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As criptomoedas estão atraindo bastante atenção do público em geral, especialmente após o bitcoin romper a barreira dos US$ 10 mil. Uma de suas vantagens, segundo seus defensores, é não depender de nenhum governo ou banco central.

Por isso, alguns especialistas foram pegos de surpresa quando o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou uma nova criptomoeda nacional: o “petro”.

Foto por Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Segundo a Reuters, a nova moeda seria lastreada nas reservas de petróleo, gás, ouro e diamantes da Venezuela. Maduro diz que o petro ajudará o país a “avançar em questões de soberania monetária, realizar transações financeiras, e vencer o bloqueio financeiro”.

Este ano, os EUA reforçaram sanções contra o país, proibindo a negociação de títulos do governo venezuelano, e também da dívida da petrolífera PDVSA. É uma resposta às eleições convocadas por Maduro para uma assembleia que vai reescrever a Constituição; críticos dizem que esse é um passo rumo a uma ditadura.

A Venezuela está tendo dificuldades para exportar petróleo — que corresponde a 95% de sua receita — porque não consegue transferir dinheiro através de bancos internacionais. A solução, para Maduro, é usar uma criptomoeda.

Ironicamente, alguns venezuelanos usam criptomoedas por causa do governo — para driblar os problemas econômicos do país, como a hiperinflação e as restrições à compra de dólares. A moeda nacional, o bolívar, sofreu uma desvalorização de 57% em relação ao dólar só no último mês.

O petro seria bem diferente do bitcoin, claro, por ser controlado por um governo e lastreado em um bem físico (reservas de petróleo). Mas os líderes da oposição na Venezuela duvidam que essa criptomoeda será realmente criada: isso exigiria aprovação do Congresso, e críticos dizem que Maduro “é um palhaço, isso não tem credibilidade”.

Com informações: Reuters.

Felipe Ventura

Editor-geral

Felipe Ventura fez graduação em Economia pela FEA-USP, e trabalha com jornalismo desde 2009. Começou no TB em 2017 como editor de notícias, ajudando a cobrir os principais fatos de tecnologia, e hoje coordena um time de editores-assistentes e a rotina das editorias. Sua paixão pela comunicação começou em um estágio na editora Axel Springer na Alemanha. Foi repórter e editor-assistente no Gizmodo Brasil.

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