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Amazon registra marca AmazonTube: um rival para o YouTube vem aí?

Emerson Alecrim

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Amazon e Google se estranharam bastante em 2017, mas em 2018 é que a guerra entre as duas pode estourar: o site TV Answer Man descobriu que a companhia liderada por Jeff Bezos registrou recentemente a marca AmazonTube, sugerindo que o YouTube talvez ganhe um rival em breve.

Pode não ser nada. Não é incomum a Amazon registrar variações de sua marca para se proteger juridicamente ou simplesmente para ter propriedade sobre nomes com forte apelo comercial — OpenTube é outra marca pertencente à companhia.

Foto por Steve Jurvetson/Flickr

Jeff Bezos

Mas alguns sinais apontam para um novo serviço, como a descrição da marca AmazonTube: “fornecer obras de áudio, visual e audiovisual pré-gravados, não transferíveis por meio de redes sem fio em uma variedade de tópicos de interesse geral”.

Não é um território inexplorado pela Amazon. A companhia já tem um serviço de vídeos que, até certo ponto, rivaliza com o YouTube: o Video Direct. Nele, os vídeos podem ser alugados, comprados ou disponibilizados gratuitamente em plataformas como Amazon Prime. Não há, porém, um mecanismo de rede social como no serviço do Google.

Plataformas como Vimeo e Dailymotion são prova de que brigar com o YouTube é uma missão que beira o impossível. Ambos os serviços têm diversos recursos e bases expressivas de usuários, mas ficam muito longe do líder do segmento.

A Amazon certamente sabe disso. Mesmo assim, a criação de um serviço rival faz sentido quando analisamos o “toma lá, dá cá” recente com o Google. Começa com o bloqueio do YouTube no Echo Show, alto-falante inteligente da Amazon com tela tátil de 7 polegadas. Na ocasião, o Google justificou a decisão dizendo que os termos de uso do YouTube não estavam sendo respeitados no dispositivo da Amazon.

Youtube - logotipos

No início do mês, até a versão web do YouTube foi programada para deixar de funcionar no Echo Show e, de quebra, também no Fire TV e no Fire TV Stick. A decisão foi uma política de reciprocidade, de acordo com o Google: “a Amazon não vende produtos do Google como o Chromecast e Google Home, não disponibiliza o Prime Video para usuários do Google Cast e no mês passado parou de vender alguns dos últimos lançamentos da Nest”.

É ruim para o usuário, que fica no meio do fogo cruzado. Felizmente, as duas empresas começaram a se entender na semana passada. O Chromecast, por exemplo, já voltou ao catálogo da Amazon.

Pode ser apenas uma trégua, no entanto. A Amazon tem dinheiro e tecnologia para criar uma ampla plataforma de vídeos. Além de fazer frente ao YouTube, um serviço do tipo condiz com a estratégia da companhia de se tornar um grande ecossistema de conteúdo. Nesse contexto, o AmazonTube (ou algo similar) não soa como uma ideia tão improvável assim.

Com informações: TechCrunch