Samsung nega fazer obsolescência programada em seus smartphones

Felipe Ventura
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O debate sobre obsolescência programada se tornou mais intenso nos últimos meses, após a Apple confessar que reduz a velocidade de iPhones antigos para evitar desligamentos repentinos. E outras fabricantes também estão envolvidas nesse tema controverso.

Este mês, a organização antitruste da Itália abriu duas investigações separadas contra a Apple e a Samsung, envolvendo acusações de obsolescência planejada.

Samsung Galaxy J7 Pro

A AGCM (Autoridade Garantidora da Concorrência e do Mercado) suspeita que as duas empresas têm uma política de “reduzir o desempenho de seus produtos ao longo do tempo e induzir os consumidores a comprar novas versões”.

Elas fariam isso ao distribuir “atualizações de software para os clientes de seus celulares sem relatar as possíveis consequências, e sem fornecer informações suficientes para manter um nível adequado de desempenho”.

Em comunicado, a Samsung nega fazer obsolescência programada: “não fornecemos atualizações de software para reduzir o desempenho dos produtos ao longo do ciclo de vida do dispositivo”. A coreana promete cooperar com a investigação da AGCM “para esclarecer os fatos”.

Em dezembro, a Samsung também esclareceu que não desacelera seus smartphones por causa da bateria: “não reduzimos o desempenho da CPU através de atualizações de software ao longo dos ciclos de vida do celular”. LG, Motorola e HTC disseram o mesmo.

Foto por Kārlis Dambrāns/Flickr

A Apple, por sua vez, também nega fazer obsolescência programada em seus dispositivos. “Nunca fizemos — e nunca faríamos — nada para encurtar intencionalmente a vida útil de qualquer produto Apple, nem para prejudicar a experiência e forçar o usuário a trocar de aparelho”, diz a empresa em seu site.

Isso não foi o bastante: a Apple está sendo questionada nos EUA, China e França pelo “batterygate”. Além disso, autoridades da Coreia do Sul investigam se a empresa pratica ou não obsolescência programada em seus iPhones.

Em dezembro, a Apple pediu desculpas por não ser transparente quanto à redução de velocidade em iPhones antigos. Ela diz que isso é necessário para evitar desligamentos repentinos. Será possível desativar esse gerenciamento de energia em uma atualização futura do iOS.

Além disso, você pode comprar uma bateria nova por R$ 149, em vez do preço original de R$ 449; isso faz o desempenho voltar ao normal.

Com informações: Nikkei, SlashGear.

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