Facebook perguntou aos usuários se um homem pode pedir nudes para uma garota de 14 anos

Paulo Higa
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O Facebook se envolveu em mais uma polêmica neste domingo (4): por meio de um questionário enviado a alguns usuários, a rede social perguntou se deveria permitir que um homem adulto solicitasse imagens de cunho sexual para uma garota de 14 anos. A pesquisa foi rechaçada pela comunidade, e o Facebook rapidamente admitiu que cometeu um erro.

Facebook - revenge

O questionário começava afirmando que “uma ampla variedade de tópicos e comportamentos” pode aparecer no Facebook. Então, perguntava como o usuário lidaria se tivesse que definir as políticas da rede social quanto à seguinte situação: “uma mensagem privada na qual um homem adulto pede fotos sexuais de uma garota de 14 anos”.

Uma das respostas pré-definidas era “este conteúdo não deveria ser permitido no Facebook e ninguém deveria ser capaz de visualizá-lo”, mas também havia a opção “este conteúdo deveria ser permitido no Facebook e eu não me importaria em vê-lo”.

A rede social também perguntou quem deveria decidir as regras, caso o pedido de nudes fosse permitido ou não. As opções eram: “Os usuários do Facebook decidem por meio de votação”, “Especialistas externos decidem e contam ao Facebook”, “Facebook decide as regras em conjunto com especialistas externos”, ou “Facebook decide as regras por conta própria”.

Em nenhum momento o Facebook parece levar em consideração que solicitar imagens pornográficas para uma criança é contra a lei e totalmente errado. E, na segunda pergunta, não existe nem a possibilidade de responder que autoridades legais ou órgãos de proteção a crianças e adolescentes deveriam se envolver no caso, por exemplo.

Depois que o questionário se tornou público, o Facebook tirou as perguntas do ar e reforçou que sempre proibiu a exploração de menores na plataforma, não tendo a intenção de mudar sua política. Em comunicado, a empresa diz que “esse tipo de atividade é e sempre será completamente inaceitável no Facebook. Isso não deveria ter sido parte da pesquisa. Foi um erro”.

Ai ai.

Com informações: The Guardian.

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