Facebook remove app de VPN para iPhone após pressão da Apple

Onavo Protect, do Facebook, sabia quais apps estavam instalados no iPhone e coletava dados mesmo desativado

Felipe Ventura
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Você usaria uma VPN mantida pelo Facebook? Talvez não, mas muita gente optou por fazer isso: o Onavo Protect acumula mais de 33 milhões de downloads. Ele segue disponível para Android, mas a versão para iPhone foi removida após pressão da Apple.

O Onavo Protect não está mais disponível na App Store. Segundo o Wall Street Journal, o Facebook removeu seu aplicativo de VPN por violar regras de coleta de dados que a Apple implementou em junho.

Nas novas diretrizes, a Apple se reserva ao direito de banir apps que “coletam informações sobre quais aplicativos estão instalados no dispositivo para fins de análise, publicidade ou marketing”.

O Onavo fazia exatamente isso. Sua política de privacidade avisa que o app “analisa como você usa aplicativos” e “fornece análise de mercado e outros serviços para afiliados e terceiros”. O app para iOS coletava dados mesmo quando estava desativado.

O Facebook reforçou seus investimentos no Instagram Stories após ver, através do Onavo, que o Snapchat estava crescendo mais devagar. A empresa também decidiu apostar mais em transmissões ao vivo porque a VPN revelou o crescimento de concorrentes como Meerkat e Periscope.

A Apple diz em comunicado ao TechCrunch que, no iOS, “aplicativos não devem coletar informações sobre quais outros apps estão instalados”.

Trabalhamos duro para proteger a privacidade dos usuários e a segurança dos dados em todo o ecossistema da Apple. Com a atualização mais recente das nossas diretrizes, deixamos explicitamente claro que os aplicativos não devem coletar informações sobre quais outros apps estão instalados no dispositivo para fins de análise ou publicidade/marketing, e devem deixar claro quais dados do usuário serão coletados e como serão usados.

O Onavo Protect continua disponível para Android na Play Store. Recomendamos usar alternativas como Private Internet AccessAnonVPN e ProtonVPN.

Com informações: TechCrunch.

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