Netflix estuda oferecer plano mais barato em alguns países

A versão mais em conta seria voltada especialmente aos países da Ásia, onde a Netflix apresenta dificuldades para crescer

Victor Hugo Silva
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• Atualizado há 2 anos
Netflix / Freestocks / Unsplash

A Netflix é a maior empresa de streaming de vídeo do mundo e pretende aumentar a distância de seus concorrentes. Com 130 milhões de assinantes, a companhia estuda oferecer um plano mais barato para usuários de alguns países.

Segundo a Bloomberg, o CEO da Netflix, Reed Hastings, não se compremeteu a reduzir os preços, mas disse que a empresa pretende fazer um experimento. Ele não afirmou quando ou em que regiões o teste seria realizado.

Apesar das informações limitadas, esta é a primeira vez que a empresa diz publicamente que pensa na possibilidade de tornar seu serviço mais barato. E, aparentemente, o teste não irá alterar os preços dos três planos atuais.

Em vez disso, a Netflix criaria uma quarta faixa de preço abaixo das já existentes. Ela marcaria uma nova estratégia para a empresa, que liberou para alguns países o plano Ultra, uma versão mais cara do serviço.

Ao considerar uma opção mais em conta, a Netflix pensa principalmente na Ásia, onde chegou há três anos. Por lá, alguns concorrentes oferecem, além da versão paga, uma alternativa gratuita para atrair mais consumidores.

A estratégia da Netflix tem sido investir em produções voltadas para a região. Na última semana, foram anunciadas 17 séries e mais de 100 filmes feitos na Índia, na Coreia do Sul, no Japão, na Tailândia e em Taiwan.

Apesar dos investimentos, o crescimento na Ásia tem sido lento. A companhia ainda busca atingir a marca de 2 milhões de assinantes em pelo menos um dos países do continente. Segundo Hastings, a expectativa é chegar a 100 milhões de assinantes somente na Índia.

No país, é possível assinar o serviço por a partir de 500 rupias (R$ 26). E a Netflix não pretende fazer grandes mudanças nesse mercado. À Reuters, Hastings afirmou que a distribuição dos planos atuais na Índia é similar à dos Estados Unidos, o que indica que não há um problema de preços.

Ainda assim, a empresa compete com serviços como o Hotstar, que pode ser assinado por 199 rupias (R$ 10), e o YouTube. Hastings afirma, no entanto, que não está preocupado com concorrentes locais e que não deseja estar tão disponível quanto o serviço do Google.

Enquanto busca estratégias para crescer na Ásia, a Netflix também planeja aumentar seus preços em outros países. A empresa parece estar confortável com a decisão por não ter perdido clientes em reajustes recentes.

Com informações: Engadget.

Victor Hugo Silva

Victor Hugo Silva

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Victor Hugo Silva é formado em jornalismo, mas começou sua carreira em tecnologia como desenvolvedor front-end, fazendo programação de sites institucionais. Neste escopo, adquiriu conhecimento em HTML, CSS, PHP e MySQL. Como repórter, tem passagem pelo iG e pelo G1, o portal de notícias da Globo. No Tecnoblog, foi redator, escrevendo sobre eletrônicos, redes sociais e negócios, entre 2018 e 2021.

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