Apple reduz preço do iPhone XR na Índia para compensar vendas fracas

Depois de baixar preços na China, Apple está tornando o iPhone menos caro na Índia

Paulo Higa
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A Apple segue tentando melhorar as vendas do iPhone em mercados emergentes depois de ter apresentado resultados financeiros abaixo do esperado. Na China, um desconto de US$ 50 quase dobrou a demanda pelo produto. Agora é a vez da Índia: a partir desta sexta-feira (5), o iPhone XR sofrerá uma redução de mais de 20%, sendo que os clientes do maior banco indiano receberão outros 10% do dinheiro de volta.

iPhone XR

O site indiano NDTV mostra que o iPhone XR de 64 GB terá o maior desconto percentual: ele passará de 76.900 rúpias (R$ 4.333 em conversão direta) para 59.900 rúpias (R$ 3.375), uma baixa de 22%. A Apple ainda fechou uma parceria com o HDFC Bank que reduz o valor para 53.900 rúpias (R$ 3.037) — esse preço vale para quem comprar o aparelho com um cartão de débito ou crédito do banco, inclusive em 24 parcelas.

Outras capacidades do iPhone XR também receberão desconto, o que leva os preços indianos para algo bem próximo do que é praticado no mercado americano. Eis um comparativo entre os valores nos Estados Unidos, Índia (com o desconto bancário) e Brasil, em conversão direta, sem considerar impostos e taxas adicionais:

  • iPhone XR de 64 GB: R$ 2.920 (EUA), R$ 3.037 (Índia), R$ 5.199 Brasil);
  • iPhone XR de 128 GB: R$ 3.115 (EUA), R$ 3.291 (Índia), R$ 5.499 (Brasil);
  • iPhone XR de 256 GB: R$ 3.505 (EUA), R$ 3.798 (Índia), R$ 5.999 Brasil).

O desconto gerou uma situação peculiar no mercado indiano: em regra, ao redor do mundo, os iPhones são ligeiramente mais caros que o principal concorrente da Samsung, mas o iPhone XR mais básico ficou com valor menor que o Galaxy S10e, vendido no país por 55.900 rúpias (R$ 3.150). Os preços continuam a favor dos coreanos no Brasil, onde o Galaxy S10e sai por R$ 4.299 no lançamento.

Ainda não há informações sobre descontos no iPhone por aqui, mas o CEO Tim Cook já sinalizou que a empresa fará mudanças nos preços fora dos Estados Unidos, deixando de atrelá-los ao dólar. “Decidimos voltar a ser mais condizentes com nossos preços locais praticados há um ano, na esperança de ajudar as vendas nessas áreas”, explica Cook.

No último trimestre de 2018, a Apple teve faturamento de US$ 84,3 bilhões, queda de 5% se comparado ao ano anterior. A empresa apontou o iPhone como culpado, explicando que as vendas caíram devido a flutuações de câmbio em relação ao dólar forte. Com isso, o aparelho ficou muito caro na China e em outros países emergentes.