Início / Notícias / Internet /

Facebook criará sua “Suprema Corte” para revisar decisões controversas

O grupo independente deverá ser formado por 40 pessoas que analisarão algumas decisões do Facebook

Victor Hugo Silva

Por

Notícia
Achados do TB Achados do TB

As melhores ofertas,
sem rabo preso 💰

O Facebook avançou em seu plano de criar uma espécie de “Suprema Corte” própria. Em relatório de 44 páginas, a companhia divulgou os resultados das primeiras discussões sobre a criação de um conselho independente, que teria a missão de revisar decisões de conteúdo controversas.

A intenção de criar o grupo havia sido revelada por Mark Zuckerberg, em novembro de 2018. De lá para cá, o Facebook afirma ter conversado com mais de 900 pessoas e recebido outras 1.200 participações em uma consulta pública pela internet.

Facebook

A conclusão é de que as pessoas gostariam que os membros desse conselho estivesssem prontas para “guiar o Facebook a decisões melhores e mais transparentes”. O plano é formar um grupo de 40 pessoas independentes à política e à estrutura de moderação da companhia.

E o método de seleção desses integrantes será essencial para apontar se o grupo será, de fato, independente. “Esse processo incluirá identificação, verificação, entrevista, seleção e treinamento dos membros”, afirma o diretor de governança e assuntos globais do Facebook, Brent Harris.

“Solicitamos sugestões de pessoas que participaram do processo de consulta pública e de workshops e mesas redondas presenciais”, afirmou o executivo. “Além disso, estamos contratando consultores e empresas de recrutamento de executivos e, em breve, abriremos um processo de indicação”.

O Facebook afirma que o conselho deverá ter uma base sólida para sua tomada de decisões e se pautar por princípios como liberdade de expressão e direitos humanos. Além disso, a empresa aparenta estar aberta à contribuição de críticos à rede social e disposta a criar um grupo diverso.

“Os membros devem ser especialistas que vêm de diferentes origens, diferentes disciplinas e diferentes pontos de vista, mas que podem representar os interesses de umas comunidade global”, explicou Harris.

A “Suprema Corte” do Facebook será acionada em duas situações: em casos “importantes e disputados” por decisão do próprio Facebook e em casos “filtrados e priorizados” de usuários que questionarem a decisão da companhia ao fim de um processo de recurso interno.

Ainda não há muitos detalhes sobre o funcionamento do conselho, mas o Facebook já deixou claro que ele não revisará decisões sobre fake news, anúncios, inteligência artificial ou o algoritmo da rede social. “O escopo do conselho será a governança de conteúdo”, resume o relatório.

“O objetivo é começar de forma estreita e, eventualmente, com o tempo expandir seu escopo”, indica Zuckerberg. O Facebook pretende apresentar em agosto uma versão final do relatório, que deverá servir como uma Constituição para o conselho.

Com informações: Facebook, Mashable, CNET.