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Huawei explica que Hongmeng OS não é um substituto do Android

Hongmeng OS, na verdade, seria voltado para internet das coisas em ambientes industriais

Paulo Higa

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A Huawei pode até estar preparando um novo sistema operacional para smartphones, mas ele não deve se chamar Hongmeng OS, diferente do que vem sendo relatado nas últimas semanas. À mídia estatal chinesa, a vice-presidente sênior Catherine Chen explica que a plataforma com nome estranho é, na verdade, voltada para internet das coisas.

Huawei Honor 20 Pro

De acordo com o Xinhua, Chen participou de uma mesa redonda com jornalistas em Bruxelas, na Bélgica, e foi inequívoca ao afirmar que o Hongmeng não foi criado para ser um substituto do Android. Ainda segundo a executiva, a Huawei pretende continuar utilizando o sistema operacional do Google nos smartphones.

O Hongmeng não teria como ser uma plataforma para celulares porque é mais simples: ele é desenvolvido para apresentar baixíssima latência em ambientes industriais e tem “centenas de milhares de linhas” de código, enquanto algo do nível do Android ou iOS teria dezenas de milhões. Além disso, o desenvolvimento do Hongmeng começou antes mesmo da procura da Huawei por uma alternativa ao Android.

A declaração de Chen contradiz a do vice-presidente de comunicação, Andrew Williamson. Em junho, ele afirmou à Reuters que a Huawei estava em processo de lançar um substituto. “Não é algo que a Huawei queira. Estamos muito felizes em fazer parte da família Android, mas o Hongmeng está sendo testado, principalmente na China”, disse Williamson.

Mas o chairman Liang Hua já havia comentado algo no mesmo caminho de Chen na semana passada: “Em termos de smartphones, ainda estamos usando o sistema operacional Android e seu ecossistema como primeira opção. Ainda não decidimos se o Hongmeng OS pode ser desenvolvido como um sistema operacional para smartphones no futuro”.

Enquanto isso, a Huawei ainda é tratada como empresa na lista negra dos EUA. A Huawei passou a sofrer restrições em maio, junto com outras 70 empresas, em uma lista de entidades com quem as companhias americanas não podem fazer negócio. A decisão fez a chinesa interromper relações com parceiros como Google, Qualcomm e Intel e projetar perda de US$ 30 bilhões em receita. Um projeto de lei no Congresso pode colocar mais obstáculos para o fim das sanções contra a Huawei.

Com informações: The Verge.