Início / Notícias / Aplicativos e Software /

Procon-SP quer que FaceApp, Google e Apple expliquem coleta de dados

As três empresas foram notificadas para explicar possíveis irregularidades na coleta de dados do FaceApp

Emerson Alecrim

Por

Notícia
Achados do TB Achados do TB

As melhores ofertas,
sem rabo preso 💰

A febre do FaceApp — aquele app que envelhece os usuários nas fotos — atraiu a atenção da Fundação Procon-SP: o órgão, que tem vínculo com a Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, notificou os responsáveis pelo aplicativo para saber como os dados dos usuários são tratados. Google e Apple também receberam notificações.

Em nota, o Procon-SP destaca que “informações divulgadas na imprensa afirmam que a licença para uso do aplicativo contém cláusula que autoriza a empresa a coletar e compartilhar imagens e dados do consumidor, sem explicar de que forma, por quanto tempo e como serão usados”.

Por conta disso, o Procon-SP quer que os responsáveis pelo FaceApp expliquem as políticas de coleta, armazenamento e uso dos dados dos usuários do aplicativo. Google e Apple também devem dar explicações porque são responsáveis pelas lojas que disponibilizam o app (Play Store e App Store).

FaceApp

O órgão vê ainda a falta de condições de uso e de política de privacidade em português como um problema, pois a disponibilidade dessas informações somente em inglês impede o conhecimento dos termos por quem não domina o idioma.

Até agora, nenhuma das partes se manifestou sobre a notificação do Procon-SP. No entanto, o FaceApp explicou em ocasião recente que envia as fotos fornecidas pelos usuários à nuvem para processamento e as elimina em até 48 horas.

A empresa também afirma que não coleta outros dados, tampouco compartilha informações dos usuários com terceiros ou governos — existe essa suspeita porque o desenvolvimento do app é baseado na Rússia.

Apesar das explicações, o aplicativo gera desconfiança de autoridades e especialistas em privacidade de várias partes dos mundo por motivos que estão alinhados com os questionamentos do Procon-SP: a política de privacidade do FaceApp é considerada por demais genérica e, consequentemente, deixa vários pontos vagos.