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Google é alvo de investigação antitruste por 50 procuradores-gerais dos EUA

Google será investigado para descobrir se dominou mercado de anúncios online usando vantagens indevidas

Felipe Ventura

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O Google será investigado por procuradores-gerais de 50 estados e territórios dos EUA: o objetivo é descobrir se a empresa usou alguma vantagem indevida para dominar o mercado de anúncios online. O inquérito poderá se expandir com o tempo, envolvendo a forma como os resultados de busca são organizados e a proteção aos dados pessoais dos usuários.

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O procurador-geral do Texas, Ken Paxton, anunciou nesta segunda-feira (9) que o Google será investigado por “dominar todos os aspectos de publicidade online e pesquisa na internet”, segundo o Washington Post. Ele lembra, no entanto, que os estados ainda não entrarão com processo judicial; trata-se de um inquérito por enquanto.

A investigação terá o apoio de 48 estados americanos — ficaram de fora a Alabama e a Califórnia — além do Distrito de Columbia (onde fica a capital Washington) e Porto Rico. Eles serão representados por seus respectivos procuradores-gerais, que são os principais consultores jurídicos do governo.

Paxton disse que o foco inicial do inquérito será a publicidade online: “eles dominam o lado do comprador, do vendedor, do leilão e do vídeo no YouTube”. No ano passado, o Google teve faturamento de US$ 116 bilhões com anúncios.

EUA também investigam Facebook, Apple e Amazon

Esta será uma investigação bipartidária, ou seja, com procuradores-gerais dos partidos Republicano e Democrata. O republicano Sean Reyes, representante de Utah, acredita que “não há nada de errado em ter um papel dominante quando isso é feito de maneira justa”, mas nota que existem diversas reclamações sobre as práticas comerciais do Google.

A democrata Letitia James, procuradora-geral de Nova York, dizem comunicado: “o poder corporativo sem controles não pode ofuscar os direitos dos consumidores… usaremos todas as ferramentas investigativas à nossa disposição no inquérito do Google para garantir que a verdade seja exposta”.

Letitia James também lidera o grupo de 11 procuradores-gerais que investiga o Facebook para descobrir se a rede social violou leis antitruste, e se ela trata devidamente os dados pessoais dos usuários.

Vale lembrar que o Departamento de Justiça dos EUA (DoJ) abriu um julho um processo antitruste para investigar a conduta de grandes empresas de tecnologia, sem mencionar quais — acredita-se que são Alphabet (Google), Amazon, Apple e Facebook.

Em comunicado, o Google diz: “esperamos mostrar como estamos investindo em inovação, fornecendo serviços que as pessoas desejam, e participando de uma concorrência justa e robusta”.

Com informações: Washington Post, TechCrunch.