Oi pretende usar 5G para banda larga fixa

5G pode complementar rede de fibra óptica da Oi nos serviços de banda larga

Lucas Braga
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Durante a feira de telecomunicações Futurecom, a Oi anunciou que planeja utilizar a tecnologia 5G para fornecer banda larga fixa. O acesso fixo por redes 5G teria velocidades altas e poderia complementar a cobertura de fibra óptica da empresa.

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Como a tecnologia 5G promete velocidades na casa de gigabits por segundo e baixa latência, a operadora pretende adotar o modelo de acesso FWA (acesso fixo via wireless) como modelo de oferta temporária até a chegada da fibra óptica de fato. O modelo pode ser usado para analisar a demanda de banda larga antes de lançar um plano otimizado específico para cada região.

No longo prazo, a operadora considera o 5G como alternativa para cobertura em zonas rurais e de baixa densidade populacional, onde o acesso à internet é feito predominantemente via redes móveis. Nos mercados com alta densidade populacional, alto nível de acessibilidade, demanda por velocidades altas e potencial para o segmento corporativo, a fibra continuaria sendo a principal tecnologia de acesso.

Para que tudo isso funcione, a Oi almeja uma faixa de pelo menos 100 MHz de espectro para ter um desempenho semelhante ao da fibra. A operadora não descarta o reuso de frequências já adquiridas, mas só possui capacidade entre 80 MHz e 95 MHz nas frequências de 1,8 GHz, 2,1 GHz e 2,6 GHz, utilizadas com tecnologia 2G, 3G e 4G.

Como comentamos no Tecnocast sobre 5G, o acesso FWA também pode ser importante nas cidades: existem diversos prédios e residências onde a tubulação existente está obstruída ou até mesmo inexistente, o que atrapalha a chegada de fibra óptica. Caso o 5G como banda larga fixa realmente entregue bons resultados, o custo de instalação diminui consideravelmente, uma vez que o próprio usuário conseguiria comprar o modem e ativá-lo sem a necessidade de um técnico.

Upgrade na rede de fibra óptica

A Oi também deve lançar no primeiro semestre de 2020 a rede FTTH com XGS-PON. A tecnologia suporta velocidades quatro vezes maiores que o então utilizado GPON, chegando a 10 gigabits por segundo de banda simétrica. A operadora não falou, no entanto, se os planos residenciais terão melhoria na velocidade de envio: atualmente, o plano de 200 Mb/s entrega apenas 15 Mb/s de upload.

A operadora segue com plano estratégico que prevê expansão da banda larga fixa por fibra óptica para 16 milhões de residências até 2021.

Com informações: Teletime, Telesíntese

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