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Cofundador do WhatsApp volta a sugerir que você delete o Facebook

Durante evento da Wired, Brian Acton comentou seu apoio à campanha #DeleteFacebook

Victor Hugo Silva

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Não são poucos os ex-executivos do Facebook que passaram a criticar a companhia após se desligarem dela. Um deles é o cofundador do WhatsApp, Brian Acton, que há algum tempo defende a exclusão de contas da rede social.

Brian Acton, cofundador do WhatsApp, defende exclusão de contas do Facebook

Brian Acton, cofundador do WhatsApp (Foto: Carlos Moura/SCO/STF)

Em evento realizado pela Wired, Acton voltou a sugerir que os usuários deixem de usar o Facebook. Ele afirmou que as pessoas devem tomar suas próprias decisões, mas disse que mantém sua posição de não usar a rede social.

“Se você quer estar no Facebook e deseja ter anúncios à sua frente, vá com tudo”, afirmou. A posição de Acton sobre a rede social de Mark Zuckerberg ficou evidente em março de 2018, em meio à revelação do caso Cambridge Analytica.

À época, ele publicou no Twitter que “estava na hora” e mostrou apoio à campanha #DeleteFacebook. O comentário foi base de uma das perguntas para Acton, que explicou o motivo para ter se posicionado tão claramente contra a plataforma.

“Na época, havia uma pressão contra o Facebook”, afirmou. “Eu estava meio que ‘talvez esteja na hora’. Mas então percebi que uma falha fatal no Facebook é que eles não têm lápides. Quando você desaparece, você desaparece”.

“Então deixei minha lápide no Twitter. Para meu desgosto, era muito mais público e visível”, completou. Acton deixou em Facebook em setembro de 2017 após discordar de Zuckerberg sobre como o WhatsApp deveria ser monetizado.

Em maio de 2018, outro cofundador do WhatsApp, Jan Koum, também deixou o Facebook. O executivo, que ocupava a posição de CEO do WhatsApp, se desentendeu com a administração do Facebook sobre planos envolvendo a privacidade dos usuários, incluindo a criptografia.

Ao anunciar a saída, Koum afirmou apenas que era hora de seguir em frente. Acton, por sua vez, investiu US$ 50 milhões na Signal Foundation. A organização é responsável pelo aplicativo de mensagens criptografadas Signal.

Com informações: The Verge, CNET.