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Cientista que editou o DNA de bebês é condenado a três anos de prisão

Projeto do geneticista tentou tornar três bebês imunes ao vírus do HIV

André Fogaça

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He Jiankui, que ficou famoso após modificar o DNA de três crianças em novembro do ano passado, foi preso nesta segunda-feira (30). O geneticista passará os três próximos anos na cadeia e ainda foi condenado a pagar uma multa de mais de R$ 1,7 milhão por exercer medicina ilegalmente.

He Jiankui editou DNA de crianças

O julgamento aconteceu na cidade chinesa de Shenzhen, depois do cientista ter divulgado que utilizou a ferramenta CRISPR-Cas9 para editar o gene CCR5 de dois bebês gêmeos, com o objetivo de tornar as crianças imunes ao HIV, vírus que gera Aids e que estava no corpo do pai. O CRISPR-Cas9 é uma espécie de canivete suíço que permite identificar, separar, cortar e editar facilmente qualquer área do DNA.

Neste ano outra mulher grávida foi identificada e este completa o terceiro nascimento de uma criança com o DNA alterado.

O tribunal conduziu o julgamento em segredo e decidiu nesta semana que Jiankui e dois ajudantes (Zhang Renli e Qin Jinzhou) são culpados por exercer medicina ilegalmente, editando genoma humano para fins reprodutivos. Além da prisão e multa, o chinês está banido para sempre de toda área de reprodução que a medicina cuida.

Um agravante para a pena é o fato de que como não existe regulamentação de segurança e eficácia para a alteração genética em humanos na China, o geneticista forjou documentos para conseguir o apoio de outros médicos e até mesmo de pacientes. A sentença afirma que os pacientes envolvidos acreditavam que estavam participando da produção de alguma vacina que poderia curar a Aids.

Com informações: Engadget.