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Privatização dos Correios é “mera especulação”, diz grupo de trabalhadores

A Associação dos Profissionais dos Correios divulgou uma nota após governo apresentar calendário de privatizações

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O governo apresentou nesta semana um calendário com privatizações previstas até 2022. A lista inclui 15 estatais e, entre elas, estão os Correios que, segundo o planejamento, será vendido em 2021. No entanto, um grupo de trabalhadores da empresa questiona o planejamento.

Foto por Marcos Oliveira/Agência Senado

A Associação dos Profissionais dos Correios (ADCAP) lembrou, em nota divulgada na quinta-feira (30), que a inclusão da estatal no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) representa somente o início de um estudo técnico sobre a alternativa. “Qualquer previsão de data de privatização é, portanto, mera especulação”, diz o comunicado.

“A ADCAP tem convicção de que, se os técnicos puderem trabalhar com independência, os estudos apontarão claramente a inviabilidade/inconveniência de se materializar a privatização dos Correios, por inúmeros motivos”.

Os trabalhadores destacam que joga a favor dos Correios o fato da empresa atender em todo o território nacional sem depender de verbas do Tesouro Nacional. A nota lembra ainda que o modelo atual garante economia e conveniência à população.

Os Correios foram incluídos em outubro de 2019 no PPI, que estuda como elas poderão ser repassadas ao setor privado. A venda da empresa, no entanto, acontecerá apenas com autorização da Câmara dos Deputados e do Senado.

Ainda em sua nota, os trabalhadores destacam essa exigência e afirmam acreditar que os parlamentares “saberão ouvir suas bases sobre o assunto e decidir pela manutenção da atual conformação dos Correios”.

Além dos Correios, o calendário reúne empresas como Serpro e Dataprev, que tiveram suas privatizações aprovadas no PPI e passaram a fazer parte do Programa Nacional de Desestatização (PND). De acordo com o governo, elas também serão vendidas em 2021.

Com informações: Correio Braziliense, TeleSíntese.