FSF manda HD à Microsoft para receber código-fonte do Windows 7

Free Software Foundation fez campanha para Microsoft liberar código do Windows 7

Emerson Alecrim
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O dia 14 de janeiro de 2020 marcou o fim do suporte ao Windows 7 pela Microsoft. Dias depois, a Free Software Foundation (FSF) criou uma petição online solicitando que a companhia libere o código-fonte do sistema operacional. Agora veio a segunda fase da campanha: a FSF afirma ter enviado um HD vazio para Microsoft gravar nele o tal código-fonte.

Chamada de “Upcyle Windows 7”, a petição visava obter 7.777 assinaturas, mas conseguiu 13.365. Nela, as exigências feitas foram as seguintes:

  • que o Windows 7 seja lançado como software livre. Sua vida [útil] não precisa terminar. Dê o sistema para a comunidade estudar, modificar e compartilhar;
  • que a empresa respeite a liberdade e a privacidade de seus usuários — não apenas os direcione à versão mais recente do Windows;
  • que a empresa forneça mais provas de que realmente respeita os usuários e a liberdade deles, e que não está apenas usando esses conceitos como marketing quando conveniente.
HD enviado pela FSF à Microsoft

HD enviado à Microsoft (foto: FSF)

Como a campanha foi um sucesso, a FSF decidiu dar o passo seguinte: enviar à Microsoft a lista de assinaturas obtidas e um HD vazio para que a companhia grave uma cópia do código-fonte do Windows 7. O HD deve então ser devolvido com a cópia à organização acompanhado de um licença de software livre.

Pelo menos é o que a Free Software Foundation espera. “Se eles optarem por fazê-lo ou não, isso depende deles”, diz a organização em seu blog oficial.

Olha, pode até ser que a Microsoft devolva esse HD, mas não com o código-fonte do Windows 7. E a FSF sabe disso. O que a organização está fazendo, visivelmente, é uma provocação referente ao fato de a Microsoft ter flertado com o software livre nos últimos anos. Isso fica claro em outro trecho da nota da FSF:

Queremos que eles [a Microsoft] mostrem exatamente se amam o “open source” como dizem em suas propagadas. Se realmente amam o software livre — e nós estamos dando a eles o benefício da dúvida —, agora eles têm a oportunidade de mostrar isso ao mundo.

É mais provável, no entanto, que a companhia continue ignorando a provocação, uma forma indireta de dizer “temos mais o que fazer”.

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