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Huawei fatura mais, mas ausência de Google Play é dificuldade

Huawei teve receita de US$ 121 bilhões em 2019, mas montante poderia ter sido maior

Emerson Alecrim
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Apesar de todos os problemas causados pelas sanções do governo dos Estados Unidos, a Huawei conseguiu terminar 2019 com receita de US$ 121 bilhões, número que indica crescimento de 19,1% em relação ao ano anterior. Mas a comemoração é discreta: o faturamento teria sido maior se a companhia pudesse negociar com o Google, por exemplo.

Huawei

A Huawei já esperava por arrecadação abaixo da projetada inicialmente, embora positiva. No início do ano, a companhia chinesa previu que o seu faturamento em 2019 ficaria na casa dos 850 de bilhões de iuanes. Previsão acertada: a receita para o período foi de 858,8 bilhões de iuanes, montante que corresponde aos já mencionados US$ 121 bilhões.

Desse total, 59% dizem respeito às vendas realizadas no mercado chinês. A Huawei vinha trabalhando para ter mais presença internacional, mas as restrições comerciais impostas pelo governo dos Estados Unidos frustraram esses planos.

Esse problema fica bem visível quando olhamos para o segmento de consumidores da Huawei, que inclui a divisão de celulares. Essa área respondeu por 467,3 bilhões de iuanes do faturamento da empresa, mas isso porque a maior partes das vendas foi registrada dentro da China.

Por causa das restrições americanas, a Huawei não pode lançar smartphones com o ecossistema do Google. É por isso que a Google Play Store está ausente na recém-anunciada linha Huawei P40, por exemplo.

Para os chineses, essa limitação tem pouca ou nenhuma importância, mas, para consumidores de outros países, os serviços do Google fazem falta. É por isso que a companhia obteve bom desempenho dentro de casa, mas oscilou em mercados internacionais.

Mesmo com todos os entraves, a Huawei conseguiu fechar 2019 com lucro líquido de 62,7 bilhões de iuanes, valor equivalente a US$ 8,85 bilhões (alta de 5,7%).

Huawei P30 Pro

Huawei P30 Pro

Se 2019 foi um ano desafiador, o que dizer de 2020? Além das restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos, que permanecem em vigor, a Huawei tem que lidar com os efeitos do coronavírus (Covid-19).

Ren Zhengfei, CEO e fundador da Huawei, acredita que o impacto da pandemia não será grande nos números da empresa porque a demanda por equipamentos para ensino à distância e trabalho remoto podem compensar resultados ruins no varejo.

De todo modo, ainda é cedo para previsões. Tudo indica que a pior fase da pandemia de coronavírus ainda está por vir.

Com informações: South China Morning Post, The Verge.

Emerson Alecrim

Autor / repórter

Emerson Alecrim cobre tecnologia desde 2001 e entrou para o Tecnoblog em 2013, se especializando na cobertura de temas como hardware, sistemas operacionais, negócios e transportes. Formado em ciência da computação, seguiu carreira em comunicação, sempre mantendo a tecnologia como base. Participa do Tecnocast, já passou pelo TechTudo e mantém um site chamado InfoWester.

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