Positivo fornecerá 180 mil urnas eletrônicas para eleições de 2022

Com uma oferta de quase R$ 800 milhões, Positivo será responsável por substituir os modelos de urnas eletrônicas de 2006 e 2008

Victor Hugo Silva
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A licitação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por novas urnas eletrônicas para as eleições de 2022 foi vencida pela Positivo, que fabricará os aparelhos pela primeira vez. Segundo a Exame, que publicou a informação, a empresa venceu o processo ao apresentar uma oferta de quase R$ 800 milhões pela fabricação de 180 mil urnas para o próximo pleito presidencial.

Positivo fornecerá 180 mil urnas eletrônicas para eleições de 2022

A oferta da Positivo pela produção das urnas foi de exatamente R$ 799.997.366,01 e superou com folga o valor enviado por sua concorrente. Além da brasileira, a licitação teve a participação da Smartmatic, companhia inglesa que enviou proposta de mais de R$ 1,7 bilhão (R$ 1.726.326.546,33) para produzir os mesmas 180 mil equipamentos.

As ofertas das duas empresas foram reveladas ainda em fevereiro, mas o processo previa a avaliação das propostas pelo TSE e um prazo de apresentação de recursos que terminou na terça-feira (30). Assim, a empresa brasileira deverá ser anunciada nos próximos dias como a vencedora da licitação.

O TSE avaliou as segundas propostas de Positivo e Smartmatic, apresentadas em janeiro deste ano. De acordo com o tribunal, as empresas haviam enviado as suas ofertas originais em setembro, mas “foram desclassificadas posteriormente por não cumprirem especificações técnicas previstas no edital de licitação”. A lei brasileira permite que empresas corrijam erros e apresentem novas propostas caso o processo não tenha uma proposta classificada.

A licitação que teve a Positivo como vencedora serve para o TSE adquirir urnas eletrônicas modelo UE 2020. Elas serão usadas para substituir as versões de 2006 e 2008, que somam 83 mil equipamentos. As 180 mil novas urnas se juntarão ao parque tecnológico com 470 mil urnas eletrônicas produzidas depois de 2008.

Victor Hugo Silva

Victor Hugo Silva é formado em jornalismo, mas começou sua carreira em tecnologia como desenvolvedor front-end, fazendo programação de sites institucionais. Neste escopo, adquiriu conhecimento em HTML, CSS, PHP e MySQL. Como repórter, tem passagem pelo iG e pelo G1, o portal de notícias da Globo. No Tecnoblog, foi redator, escrevendo sobre eletrônicos, redes sociais e negócios, entre 2018 e 2021.

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