Huawei aumenta receita e margem de lucro mesmo com sanções e pandemia

Lucro da Huawei melhorou, com margem líquida de 9,2%; empresa foi proibida de fornecer 5G no Reino Unido

Paulo Higa
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A situação da Huawei não é fácil, com um banimento no Reino Unido, sanções dos Estados Unidos e tudo isso em meio a uma crise de saúde mundial. Mas as finanças da empresa chinesa estão até bem, dadas as circunstâncias: o faturamento da Huawei no primeiro semestre de 2020 aumentou 13,1% quando comparado com o mesmo período do ano passado. A margem de lucro também melhorou.

Huawei na MWC 2018 (Foto: Divulgação/Huawei)

Entre janeiro e junho de 2020, a Huawei obteve receita de 454 bilhões de iuanes, o equivalente a US$ 64,9 bilhões, ou ainda R$ 348 bilhões. A expansão foi menor que no primeiro semestre de 2019, quando a empresa faturou 401 bilhões de iuanes e cresceu 23,2% em base anual, mas naquele ano não tínhamos um coronavírus no meio do caminho.

A margem de lucro líquida foi de 9,2%, mais que os 8,7% no mesmo período de 2019. De acordo com a Huawei, as tecnologias de informação e comunicação “se tornaram não apenas uma ferramenta crucial para combater o vírus, mas também um motor para a recuperação econômica”. A empresa diz que trabalha com as operadoras para manter as redes estáveis e ajudar no combate aos surtos locais de COVID-19.

Diferente do que costuma fazer, a Huawei não explicou quais áreas contribuíram para o aumento da receita e da margem da companhia. Mas a distribuição do faturamento entre as três divisões da empresa continua parecida com a do ano passado: 35% do dinheiro veio do negócio com operadoras (celular e fibra), 8% do braço corporativo (nuvem e inteligência artificial) e 56% dos consumidores (celulares, PCs e wearables).

Em nota, a Huawei promete “cumprir suas obrigações com clientes e fornecedores e sobreviver, seguir em frente e contribuir para a economia digital global e o desenvolvimento tecnológico, independente dos desafios futuros que a empresa enfrentará”.

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