Telegram critica Apple e diz que regras da App Store prejudicam usuários

Pavel Durov, criador do Telegram, reclama de censura na App Store, taxa de 30% e atrasos em atualizações

Paulo Higa
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A Apple e sua loja de aplicativos estão na mira do congresso americano, que marcou uma audiência para quarta-feira (29) com as maiores empresas de tecnologia do país. A Microsoft já criticou a taxa de 30% da App Store, classificando as regras da Apple como anticompetitivas. Agora, é a vez de Pavel Durov, criador do Telegram, se pronunciar publicamente contra a dona do iPhone.

Telegram / iOS

Durov explica que uma atualização do Telegram, com recursos como estatísticas detalhadas para grupos, envio de arquivos de 2 GB e avatares em vídeo, deveria estar disponível para os usuários de iOS há dias, mas a versão ainda não foi aprovada pela Apple. Além disso, o fundador diz que o modelo da App Store leva a censuras, menos aplicativos, mais propagandas e softwares de pior qualidade.

“Alguns conteúdos em apps como o Telegram estão indisponíveis para você porque a Apple censura o que é permitido na App Store, que ela controla totalmente para impor a taxa de 30%. (…) A Apple deveria perceber o quão ridícula é sua tentativa de censurar conteúdo globalmente: imagine um navegador decidindo quais sites você tem permissão para acessar”, diz Durov.

Ele também critica a “ineficiência notória” e os “atrasos na aprovação [de aplicativos] sem motivo aparente”, o que faz as atualizações demorarem “vários dias ou até semanas” para ser distribuídas aos usuários. A comissão da App Store também levaria os desenvolvedores a cobrarem mais caro, gastarem menos dinheiro em melhorias de qualidade e incluírem mais anúncios para equilibrar as contas.

A Apple não se pronunciou sobre o caso. Além de Tim Cook, os CEOs Jeff Bezos (Amazon), Mark Zuckerberg (Facebook) e Sundar Pichai (Google) irão ao congresso americano defender suas empresas e o poder que elas têm de controlar o mercado. A Apple ficará na mira devido às taxas da App Store, enquanto o Facebook, o Google e a Amazon serão questionadas sobre práticas de monopólio e concorrência predatória.

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